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Mundo

Fórum Econômico Mundial divulga índice de diferença entre os sexos

O Fórum Econômico Mundial publicou seu relatório sobre a diferença entre os sexos que mede o nível de igualdade entre os gêneros em 128 países. A Alemanha tirou o sétimo lugar. O Brasil obteve a 74ª posição.

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Países escandinavos apresentam maior igualdade entre gêneros

O estudo do Fórum Econômico Mundial (FEM) mede a igualdade internacional entre os gêneros através de quatro áreas centrais: a participação econômica das mulheres na sociedade, seus níveis de saúde e educação e seu poder político. De acordo com o Relatório sobre a Diferença entre os Gêneros, publicado pelo FEM, nesta quinta-feira (08/11), as primeiras colocações ficaram, como em 2006, com países escandinavos:

1. Suécia (81.46%), 2. Noruega (80.59%), 3. Finlândia (80.44%), 4. Islândia (78.36%), 5. Nova Zelândia (76.49%), 6. Filipinas (76.29%), 7. Alemanha (76.18%), 8. Dinamarca (75.19%), 9. Irlanda (74.57%), 10. Espanha (74.44%), 74. Brasil (66.4%).

A Alemanha diminuiu com sucesso a diferença entre os gêneros que apresentava um ano atrás. No entanto, devido ao fato de outros países terem feito progressos ainda maiores, o ranking geral alemão caiu do quinto para o sétimo lugar. Em 2006, o Brasil havia obtido a 67ª posição.

Saadia Zahidi Wirtschaft Women Leaders Programme The Global Gender Gap Report 2007

Saadia Zahidi, do Fórum Econômico Mundial

A economista Saadia Zahidi, uma das autoras do relatório, observa que a menor avaliação da Alemanha está na área da participação econômica, mas "comparado a outros países, particularmente na Europa, os escores da Alemanha o fazem um país de alto ranking".

DW-WORLD.DE entrevistou a economista sobre a proposta e as potenciais armadilhas de levar a cabo um extenso estudo sobre gêneros.

DW-WORLD.DE: O conceito do Relatório sobre a Diferença entre os Sexos é bastante inovador. Poderia nos explicar tal conceito?

Saadia Zahidi: O índice da diferença global entre os sexos tenta examinar a distância entre mulheres e homens em diversas áreas. Trata-se mais de se observar diferenças do que níveis.

Por exemplo, ter um índex que diz que um país como Bangladesh tem níveis menores de educação que a Suécia não é muito útil, porque eles já sabem disto. Eles são um país pobre. O que este índex tenta responder é, por exemplo, se Bangladesh apresenta uma diferença maior de educação se comparado a um país como o Paquistão.

Tudo o que fazemos é recompensar a paridade. Não é recompensar a supremacia de mulheres sobre homens. Trata-se de recompensar países que têm como meta distribuir seus recursos igualmente entre mulheres e homens.

Como se mede paridade?

Uma característica fundamental do índex é que ele tem uma escala fixa, onde "zero" significa desigualdade e "um", paridade. Um escore de 0,75 pode significar, aproximadamente, que o país fechou 75% de sua diferença. Tudo é relativo a um ponto de referência, que é o número "um". Isto nos permite acompanhar as diferenças através do tempo.

Dados estatísticos são, conhecidamente, falaciosos. A senhora acha que seu relatório mostra um quadro apurado da igualdade entre os gêneros no mundo?

O relatório é baseado em 14 diferentes variáveis, 13 das quais provêm de fontes confiáveis, como o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, a Organização Internacional do Trabalho e a Organização Mundial da Saúde. Todas estas são estatísticas confiáveis, que simplesmente considera pontos como as taxas de participação na força de trabalho, o número de ministros mulheres ou taxas de analfabetismo.

Tudo que fizemos foi fornecer um sistema de referência que permite observar estes fatos de forma que se possa ter uma idéia de onde este país está em termos de diferença entre os gêneros, comparado com outros países no mundo. Desta forma, acho que o estudo mostra um quadro apurado.

Por que juntar tais informações? Quem as usa?

Tentamos fazer disto algo que será útil para a conscientização geral, e acreditamos que rankings podem ajudar. Mas como também fornecemos uma série de detalhes, isto também funciona como ferramenta de referência para organizações internacionais e governos nacionais.

Isto também se tornou um ponto de partida para pesquisas acadêmicas. Uma série de pesquisadores nos contata para obter detalhes do índex, espantados com as conexões entre certas políticas e seus resultados.

Neste ano, a Alemanha tirou o sétimo lugar e saiu-se bem em termos de participação econômica. Mas os jornais daqui estão cheios de matérias sobre as dificuldades de ascensão, constantes diferenças salariais e práticas da educação social que dificultam que mães retornem ao mercado de trabalho. Como isto se acrescenta aos resultados?

Em nosso estudo, observamos a taxa genérica de participação no mercado de trabalho. Nas estatísticas globais, parece que a Alemanha está se saindo bem em termos da força de trabalho feminina, enquanto a Itália e a França tiveram bons resultados.

Jungunternehmerin mit Kind (Anja)

Alemãs têm 14 semanas de licença paga de maternidade

A quantidade de mulheres que, realmente, voltam ao mercado de trabalho após haverem tido crianças não é algo que incluímos no índex. Mas fornecemos informações sobre a duração de licença paga de maternidade, que é de 14 semanas na Alemanha, e sobre os benefícios da maternidade, que asseguram o pagamento de 100% dos salários, em parte pagos pela assistência social, em parte pelo empregador.

Qual a importância deste tipo de levantamento? As Filipinas, onde a situação feminina não é, usualmente, considerada como muito boa, está em sexto lugar, justo acima da Alemanha.

Isto reporta ao que disse anteriormente: o índice observa diferenças, não níveis. Não estamos preocupados sobre o nível geral de recursos das Filipinas em comparação com o Reino Unido. O que nós mostramos é que, relativamente falando, aqueles recursos estão melhor divididos nas Filipinas do que no Reino Unido.

A maioria dos países vê a igualdade entre os gêneros como um ideal a ser atingido?

Esta é uma das principais mensagens que queremos espalhar com este relatório. Isto é certamente um desafio de direitos humanos, mas também é um desafio econômico. Os países que não estiverem capitalizando em nome de sua reserva de recursos, em longo prazo estarão minando seu potencial competitivo.

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