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Economia

Fábrica centenária surpreende-se com a demanda de bandeiras alemãs

Uma fábrica de bandeiras histórica, em Bonn, é a top em um mercado comandado por importações baratas. A expectativa é que o negócio cresça conforme os alemães se sentem mais a vontades para serem patriotas.

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A Copa do Mundo significa maior demanda por bandeiras nacionais

Preto, vermelho e amarelo-ouro colorem a Alemanha nesta época de Copa do Mundo – bandeiras nos carros, nas fachadas dos prédios e nas marquises dos cafés. Isso sem mencionar as cores das 31 demais nações que também jogam no Mundial.

O que poucos sabem é que quem está por trás de boa parcela desta paisagem colorida é uma fábrica familiar de bandeiras, que já atua há 140 no setor e se localiza em Bonn, ex-capital do país. A Bonner Fahnenfabrik (Fábrica de bandeiras de Bonn) funciona em um antigo galpão militar e emprega cerca de cem funcionários. Anualmente, são produzidos dois milhões de metros quadrados de bandeiras e banners – o suficiente para cobrir a distância de Bonn a Berlim quatro vezes.

História de 140 anos

Bonner Fahnenfabrik

A serigrafia é mais trabalhosa, pois cada cor precisa ser impressa separadamente

Quando as tropas prussianas retornaram vitoriosas da guerra contra a Áustria, em 1866, Josef Meyer estava pensando em abrir um negócio. O rei, os militares e todos os que comemoravam a vitória da Prússia precisavam de bandeiras. Então, fundar uma fábrica não parecia má idéia.

Quando o Reich alemão passou a existir, com a ascensão de Guilherme I ao trono, e a bandeira de cores preta, vermelha e amarelo-ouro foi instituída, o negócio de Meyer em Bonn já ia muito bem e seus produtos tinham boa penetração no mercado.

Tanto naquela época, quanto hoje, a fábrica produzia mais do que bandeiras do país: fraternidades, coros amadores e corpo de bombeiros voluntários estavam entre seus clientes.

Na primeira década de funcionamento, passaram-se a produzir figurino e cenário para peças de teatro, sem deixar de dar foco ao desenvolvimento de técnicas próprias de impressão em tecido.

Técnicas de impressão

Atualmente, a Bonner Fahnenfabrik depende de dois métodos primários: a impressão digital e a serigrafia, que é mais vagarosa e requer um número maior de etapas, mas produz cores mais fiéis.

A gerente Paula Vieth afirma que a empresa "segue as demandas do mercado e tem observado uma predileção pela impressão digital" devido aos avanços desta tecnologia.

"Nós somos tecnicamente capazes de imprimir com qualidade fotográfica", diz Vieth. Em princípio, as impressoras digitais funcionam exatamente como as impressoras a laser, encontradas em muitos escritórios e lares.

Mas nem tudo na fábrica de bandeiras de Bonn é tão moderno. Ainda é possível encomendar bandeiras pintadas à mão, feitas de acordo com o método que era utilizado em 1866

Qualidade e prazo para disputar com a concorrência

Bonner Fahnenfabrik

Estar em dia com os avanços tecnológicos é essencial para o sucesso do negócio

Apesar de a bandeira alemã se destacar entre os artigos fabricados pela Bonner Fahnenfabrick, o produto só corresponde a 20% do negócio. Os 80% restantes ficam por conta de banners publicitários encomendados por fabricantes de automóveis, cervejarias, lojas de equipamentos de informática, postos de gasolinas e outros estabelecimentos.

Devido ao fato de estar localizado na antiga capital, o governo alemão e o exército também são importantes clientes. A localização contribui para o sucesso da fábrica, apesar do alto custo da mão-de-obra alemã e da apertadas competições estrangeira e doméstica.

"Nós podemos competir com os produtos da China e do Oriente Médio por duas razões: nós nos destacamos por oferecermos extrema qualidade e prazos de entrega rápidos."

Boas previsões para o futuro

WM Fußball Deutschland Fans Fanmeile in Berlin

A perspectiva é de que os alemães se desvencilhem da culpa e se orgulhem da bandeira

A Bonner Fahnenfabrik desfruta de forte reputação, o que lhe rende grandes contratos. Eles produziram, por exemplo, as faixas de boas-vindas aos turistas para a cidade de Hannover e para o time japonês, em Bonn.

Sem dúvidas, as bandeiras alemãs são o produto que mais vende. A fábrica aprendeu, desde a última Copa, em 2002, que precisa se preparar para demanda extra. Vieth diz acreditar que "será mais fácil para os alemães mostrar o seu orgulho nacional no futuro. Eles estão se desfazendo dos sentimentos de culpa do passado e isso é uma coisa boa."

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