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Mundo

Extremistas israelenses confessam assassinato de jovem palestino

Homícidio teria ocorrido em retaliação pela morte de três rapazes israelenses na Cisjordânia. Primeiro-ministro de Israel enviou condolências ao pai de Mohammed Abu Khder e prometeu justiça.

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Funeral de Abu Khder em Jerusalém

Três extremistas judeus detidos em Jerusalém, nas investigações do assassinato do jovem palestino Mohammed Abu Khder, de 16 anos, confessaram o crime nesta segunda-feira (07/07), segundo a agência de notícias francesa AFP e o jornal israelense Haaretz.

"Estamos tentando descobrir qual foi o papel exato de cada um", declarou o porta-voz da polícia israelense Mickey Rosenfeld. No domingo, os agentes haviam prendido seis jovens judeus suspeitos de pertencerem a uma organização extremista que perpetra crimes por motivos nacionalistas.

O homicídio teria sido um ato de vingança pela morte de três jovens israelenses, sequestrados na Cisjordânia em meados de junho, cujos corpos haviam sido encontrados dois dias antes do rapto de Abu Khder. Segundo a reconstituição realizada pelos criminosos, o rapaz palestino foi raptado e queimado vivo em 2 de julho, no bairro árabe de Shuafat, em Jerusalém. Seu cadáver foi encontrado horas depois, próximo a uma floresta.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se pronunciou sobre o caso, prometendo levar os assassinos à Justiça, e apresentou condolências ao pai do jovem palestino. "Gostaria de expressar o meu choque e o choque dos cidadãos de Israel diante do abominável assassinato de seu filho. Nós denunciamos todo comportamento cruel, o assassinato de seu filho é abominável e inaceitável para qualquer ser humano."

O pai de Abu Khder disse não estar pronto para receber Netanyahu pessoalmente, pois seu coração "ainda dói demais", mas acrescentou que ministros pacíficos são bem-vindos.

CN/afp/dpa/lusa

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