1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Extrema direita europeia se reúne na Rússia

Encontro em prol de "valores tradicionais" conta com a bênção do Kremlin. Radicais saúdam apoio do governo Putin a separatistas ucranianos e condenam política de sanções "arrogante" dos EUA.

default

Rua de São Petersburgo, palco do encontro

A convite de um grupo ligado ao Kremlin, reuniram-se neste domingo (22/03), na cidade russa de São Petersburgo, representantes de diversas legendas europeias de extrema direita.

Entre outros temas, eles deliberaram sobre como fomentar os "valores tradicionais" da família e do cristianismo, que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirma também defender. Também foi debatida a crise da Ucrânia e o que os organizadores classificam como política "arrogante" dos Estados Unidos.

Segundo Fiodor Birukov, do partido organizador Rodina (Pátria), o encontro foi o passo inicial para uma plataforma internacional contra a "ameaça à soberania e à identidade nacional". "Este fórum é a primeira pedra no sentido de fundar o novo mundo que somos obrigados a construir", declarou. Participaram cerca de 150 políticos do espectro populista a neonazista, inclusive do Partido Nacional Britânico (BNP), do grego Aurora Dourada e do alemão NPD.

"Paciência russa"

No contexto da crise ucraniana, grupos de extrema direita de vários países europeus tendem a simpatizar abertamente com o chefe do Kremlin. A seu ver, seria absolutamente legítimo Moscou defender os interesses dos separatistas pró-russos no país vizinho. Embora, por um lado, Putin denuncie as tendências "fascistas" na Ucrânia, é notória sua aproximação a forças nacionalistas no próprio país.

"Nós não apoiamos as sanções decretadas contra a Rússia na sequência de um conflito na Ucrânia", declarou Udo Voigt, do NPD. "É fascinante quanta paciência demonstram a Rússia e o presidente Putin diante da política agressiva da Otan." No passado, o deputado do Parlamento Europeu foi sentenciado por qualificar Adolf Hitler como "um grande homem".

Uma ausência marcante em São Petersburgo foi a da Frente Nacional (FN), da França. Na véspera, sua líder, Marine Le Pen, voltou a criticar na televisão russa a "propaganda" antirrussa no conflito da Ucrânia. Segundo a ultradireitista, as sanções só ocorrem "por ordem dos EUA".

AV/afp

Leia mais