1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Exportações salvaram montadoras alemãs em 2002

Montadoras alemãs fabricaram 5,1 milhões de veículos em 2002. Os mercados mais importantes foram Ásia, Europa Oriental e EUA. Na América do Sul, a produção de veículos diminuiu 2% no Brasil e 53% na Argentina.

default

Vendas de carros caíram 3% no mercado alemão

Os automóveis de marcas alemãs continuam cobiçados em todo o mundo e a indústria alemã fortalece cada vez mais sua presença nos mercados estrangeiros. De cada 5 veículos vendidos, um é de fabricação alemã, o que corresponde a uma parcela de 22% na produção mundial. Apesar da conjuntura fraca, a Federação das Indústrias Automobilísticas Alemãs (VDA) apresentou um balanço razoável na quinta-feira (30/01).

As montadoras alemãs de Wolfsburg (VW) a Sindelfingen (Mercedes) conseguiram mais uma vez superar a marca dos 5 milhões de automóveis produzidos em 2002 (5,1 milhões e 3,4% a menos do que em 2001). Logo depois que o presidente da federação, Bernd Gottschalk, pronunciou esta frase, um curto-circuito apagou as luzes do salão em que realizava a entrevista coletiva, em Frankfurt. "Não pensem que as luzes estão se apagando para a indústria automobilística, pois esse não é caso. Muito pelo contrário", improvisou Gottschalk, ressaltando a seguir que o ramo se destacou por manter estável seu faturamento, enquanto a maior parte da indústria alemã teve que amargar uma queda de 2% no ano passado.

Exportações compensam queda no mercado alemão

As montadoras, no entanto, têm algo em comum com o resto da economia alemã: dependem da exportação. Em 2002, o setor exportou 3,55 milhões de veículos, a segunda melhor marca, após o recorde em 2001. Quase 75% da produção foram exportados, compensando assim as quedas no mercado interno. As vendas de automóveis na Alemanha diminuíram pelo terceiro ano consecutivo. Em 2002, a queda foi de 3%, totalizando 3,25 milhões de unidades.

Mais de 70 modelos novos, promoções e boas condições de financiamento fazem parte da estratégia para reanimar o mercado alemão em 2003, ano que trará vários desafios para o setor. Diante das grandes incógnitas, no que se refere a uma guerra contra o Iraque e o preço do petróleo, o presidente da VDA não quis arriscar nenhuma previsão para o corrente ano. Gottschalk disse apenas que as montadoras vão procurar manter o nível atual.

Os principais mercados

Há muitos anos que as montadoras alemãs vêm apostando no exterior também como local de produção. Estar presente bem cedo em um mercado promissor e as participações estratégicas valem a pena, observou. Nos últimos cinco anos, a fabricação no exterior aumentou 44% e as exportações, 28%. As vendas para a Europa Oriental, mercado onde as marcas alemãs detêm uma parcela de 40% a 60%, aumentaram 17% no ano passado.

No importante mercado norte-americano, onde a fatia das montadoras alemãs é de 10%, o aumento foi de 7%. Um terço dos carros de luxo que circulam nos EUA é de marca alemã. A Ásia também é importante para a indústria automobilística alemã. O mercado chinês, no qual as montadoras alemãs têm uma parcela de 45%, é o mais atraente, tendo atingido pela primeira vez o volume de um milhão de veículos – um aumento de 56%. Aumentos de mais de 50% na Tailândia e quase 40% em Hong Kong documentam ainda o sucesso na Ásia.

Brasil atenuou perdas na Argentina

As difíceis condições econômicas e políticas na América do Sul frearam a demanda de automóveis, segundo a federação. As vendas diminuíram 12% em 2002. O setor de automóveis (-9%) foi menos afetado do que o de caminhões leves (-25%) e veículos pesados (-12%).

No Brasil, as marcas alemãs fabricaram 1,6 milhão de veículos. A diminuição foi de 2% em 2002, tratando-se, contudo, do quarto maior volume de produção já atingido no país. Rolaram das montadoras brasileiras 1,4 milhão de automóveis, 1% a menos do que em 2001. A produção de caminhões leves diminuiu 13% e a de pesados, 3%. Somente o número de ônibus manteve-se no nível do ano anterior (21.300 unidades). A maior demanda no Brasil, no segundo semestre, refletiu-se num aumento de 9% na fabricação de automóveis.

O balanço das vendas, contudo, foi negativo. Em 2002, foram vendidos 1,5 milhão de veículos, com o que o mercado brasileiro teve uma retração de 7%. Mais expressiva foi a queda de 19% das vendas de caminhões leves. As vendas de caminhões acima de 6 toneladas caíram 10% e as de automóveis somente 5%, totalizando 1,2 milhão de unidades.

Já o mercado argentino enfrenta uma grave recessão que se arrasta por cinco anos. Após uma queda de 42% das vendas em 2001, as montadoras alemãs amargaram uma nova queda de 53% no ano passado, totalizando 82.300 unidades. A produção só não teve uma diminuição igualmente dramática graças às exportações para o mercado brasileiro (automóveis: - 34%; caminhões leves: -27%; utilitários médios e pesados: -24%). A fabricação de ônibus, porém, caiu 79%.

Leia mais

Links externos