1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Explosões na universidade da cidade síria de Aleppo matam dezenas

Autoridades afirmam que há mais de 80 mortos e 160 feridos. Governo Assad e rebeldes se acusam mutuamente da autoria de atentados. Universidade está em região sob controle de forças leais ao regime.

Mais de 80 pessoas morreram e ao menos 160 ficaram feridas nesta terça-feira (15/01) em duas explosões na Universidade de Aleppo, no norte da Síria, onde se realizavam provas. Além de estudantes, entre as vítimas encontram-se refugiados da guerra civil, que estão instalados aos milhares no campus.

As tropas do presidente Bashar al-Assad e os rebeldes se acusaram mutuamente de responsabilidade pelos ataques. O governador da província de Aleppo, Mohammed Wahid Akkad, falou de um "atentado terrorista". Também a televisão estatal síria falou que o ataque à universidade  foi conduzido por terroristas.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, organização oposicionista sediada em Londres, testemunhas presenciaram uma explosão na área entre os dormitórios da universidade e a faculdade de Arquitetura.

A causa das explosões ainda é desconhecida, porém autoridades militares partem do princípio que rebeldes tenham lançado dois mísseis terra-ar contra o campus, que se situa numa zona controlada pelas forças fiéis a Assad.

Estudantes relataram que as detonações haveriam destruído as faculdades de Artes Plásticas e de Arquitetura. Imagens de vídeo mostram jovens em pânico e chorando, em meio a destroços. Quando um grupo se aproxima da porta de entrada, alguém grita para permanecerem dentro do edifício.

Moscou quer Haia de fora

Também nesta terça-feira, a Rússia se pronunciou contrária à intenção de acionar o Tribunal Penal Internacional de Haia por possíveis crimes de guerra na Síria. Segundo o Kremlin, tal passo seria contraprodutivo e só pioraria a situação naquele país árabe.

Na véspera, mais de 50 nações haviam apresentado uma petição nesse sentido. Assim como o Irã, a Rússia é aliada do regime Assad. O primeiro-ministro sírio, Wael al-Halaki, se encontra em Teerã para conversações com o governo iraniano.

AV/afp/rtr/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

Leia mais