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Mundo

Explosões fazem dezenas de mortos na capital síria

Duas fortes explosões devastaram um bairro de Damasco e causaram dezenas de feridos. A comunidade internacional condenou os ataques, os mais sangrentos desde o início dos protestos contra o regime sírio.

De acordo com o Ministério do Interior da Síria, as explosões desta quinta-feira (10/05) causaram pelo menos 55 mortos e 372 feridos. Segundo a televisão estatal, foram utilizados dois carros-bomba e uma tonelada de explosivos.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, um grupo de ativistas com sede em Londres, no Reino Unido, disse que as explosões aconteceram em um complexo do serviço secreto sírio, provocando a morte de civis e de membros das forças de segurança.

Cratera no local das explosões em Damasco

Cratera no local das explosões em Damasco

O governo sírio atribuiu os ataques a "terroristas", enquanto a oposição acusou o regime de encenar os ataques para ameaçar os observadores das Nações Unidas (ONU) no país. A organização internacional enviou uma missão de observadores para a Síria em 15 de abril para monitorar o plano de paz apresentado pelo emissário da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan. Também é tarefa dos observadores controlar o cessar-fogo que entrou em vigor há um mês e tem sido constantemente desrespeitado.

Nesta quarta-feira (09/05), observadores das Nações Unidas foram alvo de um ataque a bomba na cidade de Daraa, no sul da Síria. Nenhum dos observadores foi atingido, mas a explosão feriu 10 soldados sírios que acompanhavam o grupo.

Reação internacional

O chefe da missão de observadores das Nações Unidas, Robert Mood, visitou o local das explosões desta quinta-feira em Damasco. "Este é outro exemplo do sofrimento causado ao povo sírio", disse o general norueguês. "Nós, comunidade internacional, estamos do lado do povo sírio e pedimos a todos, dentro e fora da Síria, que ajudem a acabar com esta violência".

O emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, já condenou os ataques, classificando-os como "atos odiosos" e dizendo, através do seu porta-voz, que "a violência na Síria tem de cessar".

Estados Unidos e União Europeia também condenaram os ataques. Um porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, descreveu-os como um "ato de puro terrorismo".

GCS/dpa/afp/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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