Explosões em duas igrejas matam dezenas no Egito | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.04.2017
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Mundo

Explosões em duas igrejas matam dezenas no Egito

Em poucas horas, dois templos cristãos coptas no norte do país são alvo de atentados que deixam ao menos 38 mortos e dezenas de feridos. Grupo jihadista "Estado Islâmico" reivindica a autoria dos ataques.

Ägypten nach Anschlag auf Kirche inTanta (Reuters/M. Abd el Ghany)

Parente de uma das vítimas do atentado contra igreja copta em Tanta, no Egito

Explosões em duas igrejas cristãs coptas deixaram neste domingo (09/04) ao menos 44 mortos e mais de 100 feridos no Egito. O primeiro ataque foi realizado dentro de um templo na cidade de Tanta. Horas depois, ocorreu um atentado suicida na frente de uma catedral em Alexandria, também no norte do país. O grupo "Estado Islâmico" (EI) assumiu a autoria.

Leia mais: Zeitgeist: As origens dos cristãos coptas  

A detonação de uma bomba dentro de uma igreja copta na cidade de Tanta, a 120 quilômetros da capital, Cairo, deixou ao menos 27 mortos e 77 feridos. A explosão surpreendeu os fiéis dentro do templo de Mar Guergues (São Jorge, em árabe) coincidindo com as comemorações do Domingo de Ramos, que marca o começo da Semana Santa.

Em declarações à emissora privada On TV, o premiê egípcio, Sherif Ismael, condenou o ocorrido e mostrou a determinação do governo para acabar com o terrorismo no país. "Trata-se de um ato terrorista impiedoso, mas erradicaremos o terrorismo do Egito e temos a determinação para acabar com os grupos terroristas", disse o primeiro-ministro.

A minoria cristã copta celebra hoje no Egito o Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa. Fontes de segurança e da Defesa Civil disseram que a polícia isolou o local e o que esquadrão antibombas está na área para buscar outros possíveis artefatos.

Horas depois, uma explosão em frente à catedral cristã copta de São Marcos, em Alexandria, no norte do país, deixou ao menos 11 mortos e 42 feridos. Segundo o jornal estatal Ah Ahram, a explosão foi provocada por um suicida que tinha tido sua entrada negada no templo.

O grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) assumiu por meio de sua agência de informações Amaq a autoria dos dois atentados, que foram cometidos por um "grupo de segurança" pertencente à organização, em um breve comunicado difundido através das redes sociais e cuja veracidade não pôde ser comprovada.

Os atentados acontecem 20 dias antes da visita do papa Francisco ao Egito, que está marcada para os próximos dias 28 e 29 de abril. Esta será a primeira viagem do pontífice argentino ao Oriente Médio.

No dia 11 de dezembro, 29 fiéis da minoria cristã copta morreram em um atentado cometido por um suicida contra uma igreja situada próxima da catedral do Cairo, no bairro de Abbassiya. O ataque foi reivindicado pelo grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI). Os cristãos coptas representam 10% da população no Egito.

FC/efe/afp/ap/dpa

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