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Mundo

Explosão na Tunísia foi atentado

O ministro do Interior da Alemanha, Otto Schily, confirmou que a explosão de um caminhão diante da sinagoga de Djerba, na Tunísia foi realmente um atentado. Uma organização muçulmana teria assumido a autoria.

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Membros da comunidade judaica de Djerba observam os danos que a explosão causou na sinagoga

Dois dias após a explosão de um caminhão de gás em frente a uma sinagoga na Tunísia, torna-se mais provável a versão de que tratou-se realmente de um atentado. "De fato deve-se partir do princípio de que foi um atentado. Pelas últimas informações aumentaram os indícios que apontam nessa direção ", disse o ministro alemão do Interior, Otto Schily, à tevê alemã, neste sábado (13). Treze pessoas morreram em conseqüência da explosão, na ilha Djerba, oito das quais eram turistas alemães.

Schily confirmou que uma organização assumiu a autoria do atentado, mas não quis dar maiores informações para não prejudicar as investigações. A polícia federal alemã (BKA) enviou alguns investigadores à Tunísia. Para Schily o atentado voltou-se contra uma instituição judaica e não contra os turistas alemães.

Segundo o semanário alemão Focus, as declarações de uma testemunha contradizem a hipótese de um acidente. Segundo uma pessoa que observou de longe a explosão, o motorista não perdeu o controle do veículo, mas estacionou o caminhão junto ao muro da sinagoga. Ao afastar-se do local, foi interpelado por um policial que chamou sua atenção sobre a proibição de estacionar em frente à sinagoga. Em seguida o caminhão teria explodido.

A Focus diz ainda que a organização islâmica tunisiana Al-Nahda teria assumido a autoria do atentado. Jornais árabes em Londres teriam recebido a mensagem de que o ato foi uma manifestação de "solidariedade com os nossos irmãos mártires na Palestina". Outra informação da revista é que o vice-presidente do BKA, Bernhard Falk e agentes da polícia federal alemã encontravam-se em Tunis no dia em que ocorreu a explosão (11), a fim de discutir com o governo medidas anti-terrorismo.

O deputado alemão Wolfgang Bosbach, vice-líder da bancada democrata-cristã no Parlamento, exigiu que o caso seja investigado por uma comissão internacional. "As vítimas e seus parentes na Alemanha e em outros países têm o direito de conhecer a verdade", afirmou, em entrevista ao jornal Welt am Sonntag.

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