Explosão em ônibus deixa feridos em Jerusalém | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 18.04.2016
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Mundo

Explosão em ônibus deixa feridos em Jerusalém

Serviços de segurança israelenses classificam incidente como "ataque terrorista", mas ainda não há reivindicação de autoria. De acordo com a polícia local, há ao menos 21 feridos.

Explosão em ônibus em Jerusalém colocou um segundo veículo em chamas

Explosão em ônibus em Jerusalém colocou um segundo veículo em chamas

Uma explosão num ônibus em Jerusalém, nesta segunda-feira (18/04), deixou ao menos 21 feridos e colocou um segundo ônibus em chamas, afirmou a polícia de Israel.

"Uma bomba explodiu na parte traseira do ônibus, provocando um incêndio e deixando muitos feridos entre os passageiros", diz um comunicado oficial do órgão.

O incidente ocorreu em Derech Hebron, no sudeste de Jerusalém, próximo à linha que divide as áreas israelense e palestina da cidade. Segundo jornalistas locais, um dos ônibus ficou completamente queimado.

A polícia inicialmente informou que estava investigando a possibilidade de uma falha técnica ter causado o incêndio, mas os serviços de segurança israelenses anunciaram mais tarde que classificavam a explosão como um "ataque terrorista".

"Foi uma bomba pequena, mas definitivamente foi uma bomba", disse a porta-voz do prefeito israelense em Jerusalém, Nir Barkat, à agência de notícias Reuters.

Segundo a imprensa local, um homem que ficou seriamente ferido e que estava sem documentos de identidade está sendo investigado sob suspeita de ser o responsável.

O ataque ainda não foi reivindicado, mas o movimento palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, considerou-o como uma "resposta natural aos crimes sionistas".

Em pronunciamento, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que "encontrará o responsável". "Vamos acertar as contas com esses terroristas. Estamos em luta constante contra o terrorismo", disse.

Atentados a bomba em ônibus israelenses eram comuns na revolta palestina entre 2000 e 2005, mas desde então se tornaram raros. Uma bomba deixada por um árabe-israelense em um ônibus em Tel Aviv durante a guerra de Gaza, em 2012, deixou feridos, mas nenhum morto.

EK/afp/lusa/rtr

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