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Mundo

Expectativa de bem-estar social na Eslováquia

A Eslováquia é um dos dez países que deverão ser convidados a integrar a União Européia, na cúpula dos seus chefes de Estado e de governo, em Copenhague. As expectativas dos eslovacos são de liberdade e bem-estar social.

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Castelo em Bratislava

O principal obstáculo para a integração do país, independente desde 1993, era o primeiro-ministro Vladimir Meciar, que governou ditatorialmente e polemizou contra o Ocidente durante longo tempo. A República Eslovaca voltou a trilhar o caminho para a União Européia só depois da eleição do democrata-cristão pró-ocidental, Mikulas Dzurinda.

Segundo as estatísticas, 70% a 80% dos eslovacos apóiam o ingresso do seu país na UE. Suas esperanças são realistas, segundo o chefe da comissão de negociações com Bruxelas, Jan Figel:

"A UE tem três significados especiais para a Eslováquia: estabilidade, segurança e prosperidade. No passado, muitas gerações de eslovacos tiveram que buscar liberdade e trabalho no exterior. Hoje, nossas expectativas são de liberdade e bem-estar-social. E nós alcançaremos isso mais rápido, se nos tornarmos parceiros de outros países que pensam e agem de forma semelhante. E esses são claramente os membros da UE."

Coalizão anti-Meciar

O governo eslovaco já pediu a sua aceitação na comunidade dos 15 em 1995, mas foi excluída inicialmente da primeira rodada de candidatos por causa do déficit democrático. Os métodos do governo do então premiê Meciar eram inaceitáveis para uma Europa livre e democrática. Isso mudou rapidamente após a vitória eleitoral da coalizão anti-Meciar. O novo premiê, Mikulas Dzurinda, elegeu a integração do país no Ocidente como carro-chefe do seu governo.

Os resultados dessa política tornaram-se logo visíveis: o governo de Dzurinda cumpriu, em 32 meses, 28 tarefas de um catálogo de 30 reformas concretas, todas visando conduzir o país à UE. Com isso, a Eslováquia conta hoje entre os que têm as melhores perspectivas, o que é notável, considerando que as negociações só começaram em fevereiro de 2000, dois depois anos depois da República Tcheca.

Fatores econômicos

A economia eslovaca corresponde a quase 50% da média dos 15 países-membros da UE. Sua taxa de crescimento em 2001 foi de 3,3% e o Produto Interno Bruto (PIB) quase 23 bilhões de euros. 60% do seu comércio exterior já é com os países comunitários. Mas muitos eslovacos ainda não lucram com o crescimento econômico do seu país. A taxa de desemprego está perto de 18%.

Há grande desequilíbrio na distribuição de renda entre a população de 5,4 milhões de pessoas. O poder aquisitivo dos cidadãos da capital Bratislava é apenas 6% menor do que a média comum européia e a taxa de desemprego chega a ser menor do que em muitos membros da UE. Mas nas regiões Sul e Leste eslovacas, o desemprego atinge 30% da força apta para o trabalho.

Metas ambiciosas

O novo governo de centro-direita eleito em setembro tem metas ambiciosas. O segundo gabinete de Dzurinda promete estabilidade econômica a curto prazo, por meio de redução de impostos, saneamento das finanças públicas e reformas rápidas, o que é fundamental para uma aceitação na UE.

A visão dos modernistas liberais no poder em Bratislava é de modernizar a Eslováquia, através de reformas profundas, a ponto de igualar o país às nações ocidentais européias, em tempo determinado.

"Irmão maior"

Muita coisa mudou no país que resultou do desmembramento da Tchecoslováquia, depois do colapso do bloco comunista. Os eslovacos não vêem mais seus antigos irmãos tchecos como colonialistas malvados. Mudou a imagem negativa do antigo "irmão maior".

Dez anos atrás, os eslovacos estavam preocupados em dividir em dois o Exército comum com os tchecos, como lembrou o chefe das negociações com a UE, Figel. Hoje, existe a primeira ação comum tchecoslovaca, na história recente dos dois países desmembrados, que é a missão de paz no Kosovo. Isto mostra que mudaram as relações com os tchecos: em vez de divisão, existe integração, aproximação, cooperação e nova unidade.

Mas ainda há muito para fazer antes de a Eslováquia ingressar na UE, como combater o alto desemprego e a corrupção, garantir mais proteção às minorias e administrar os projetos financiados pela União Européia.

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