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Mundo

Expectativa com início do prazo de cessar-fogo na Síria

Oposição afirma que houve ataques durante a manhã e que tanques e artilharia permanecem em alguns distritos. Governo Assad garante que deu início à operação de retirada e exige garantias por parte dos rebeldes.

Começou a valer nesta terça-feira (10/04) o acordo de cessar-fogo na Síria acertado na semana passada entre o presidente do país, Bashar al-Assad, e o enviado das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan, sob a concordância da oposição. Segundo ativistas, porém, ainda não há sinais de trégua nos palcos de conflito. Tropas leais ao regime mantiveram a ofensiva nas províncias de Hama e Homs, assim como na região de Aleppo.

O acordo acatado pelo governo sírio prevê a retirada de artilharia pesada a partir das 6h (em Damasco) desta terça-feira e a completa desocupação das áreas de conflito em até 48 horas. No entanto, a oposição afirma que as tropas teriam usado até mesmo morteiros nos ataques. Tanques ainda são vistos circulando nas províncias.

O regime sírio, por sua vez, garante que as tropas já estão em retirada. "Já começamos a fazer a retirada das unidades militares de algumas províncias sírias", afirmou o ministro sírio do Exterior, Walid al-Muallem, em Moscou, segundo a imprensa russa. Juntamente com a China, a Rússia vinha atuando como uma aliada de Assad, vetando sanções contra Damasco no Conselho de Segurança da ONU.

Rússia e comunidade internacional

Al-Muallem insistiu com o colega russo, Serguei Lavrov, pela apresentação de maiores garantias por parte da oposição de que também vai parar os ataques, alegando que Damasco não confia nos rebeldes. A Síria já havia exigido dos rebeldes no domingo garantias por escrito de que vai aderir ao cessar-fogo, o que foi rejeitado pelos líderes oposicionistas, que reiteraram garantias apenas verbais.

Lavrov, no entanto, ressaltou a necessidade de que a Síria faça a retirada de seus soldados. "Pedimos a nosso colega que siga estritamente esta exigência", afirmou o ministro russo.

A Síria exige ainda direito de voz durante as reuniões dos observadores internacionais que acompanharão a retirada das tropas. " A violência precisa acabar juntamente com a chegada de observadores internacionais", declarou Al Muallem. Ele também apelou aos países que façam valer sua influência sobre a oposição, a fim de garantir o fim dos ataques.

Muallem (e) encontrou-se com Lavrov em Moscou

Muallem (e) encontrou-se com Lavrov em Moscou

A comunidade internacional ainda aguarda sinais por parte de Assad sobre a veracidade das intenções do governo sírio em cumprir o acordo. Na segunda-feira, os Estados Unidos declararam que o presidente sírio ainda não demonstrou ter realmente aderido ao plano de paz. "Realmente ainda não vimos nenhum sinal do regime Assad de que vai respeitar seus compromissos", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Ataque contra refugiados

Já no domingo passado o Ministério sírio do Exterior havia exigido de Annan garantia por escrito dos "grupos terroristas armados", como o governo classificou as forças da oposição, de que também encerrariam os ataques. A violência prosseguiu na segunda-feira, com mais de 150 mortos em todo o país, segundo dados da oposição síria.

Segundo informações da Turquia, tropas sírias chegaram a avançar na fronteira do país e abriram fogo contra um campo de refugiados em Kilis. Pelo menos dois sírios morreram e outros 21 ficaram feridos no ataque.

O governo turco acusou a Síria de desrespeitar o limite fronteiriço e afirmou que vai reforçar suas tropas na região. Kofi Annan deve visitar refugiados no país – segundo Ancara, eles já chegam a 24.700 – e verificar in loco suas condições.

Desde o início dos conflitos entre governo e oposição na síria, há 13 meses, mais de 9 mil pessoas morreram, segundo avaliação das Nações Unidas.

MSB/dpa/rtr/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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