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Ciência e Saúde

Exoesqueleto robótico é esperança para voltar a andar

Deficientes reaprendem a andar com o auxílio de uma armadura robótica que detecta impulsos nervosos nos músculos e os transforma em movimentos.

O arquiteto Philipp von Glyczinski é um dos primeiros pacientes do Centro para Treinamento de Mobilidade Neuro-Robótica da clínica Bergmannsheil, da Universidade de Bochum, na Alemanha. Preso a uma cadeira de rodas há anos, desde que sofreu um acidente, ele agora reaprende a andar, passo a passo, com a ajuda de um exoesqueleto robótico.

"Você não é simplesmente levado. Por meio de impulsos, você realmente anda sozinho. E volta a sentir algo que não sentia mais", descreve o paciente de 35 anos.

Um exoesqueleto robótico é uma espécie de armadura externa, que confere estabilidade ao paciente. No caso do modelo usado por Glyczinski, ela é presa ao quadril e às pernas. Essa vestimenta robótica é equipada com vários sensores, que reconhecem impulsos nervosos que chegam até a pele. Por meio de pequenos motores, a vestimenta converte esses impulsos em movimento.

Philipp von Glyczinski querschnittsgelähmter Patient EINSCHRÄNKUNG

Glyczinski treina com o equipamento japonês - esperança é voltar a andar em cinco meses

"O cérebro envia um sinal, que chega aos músculos através do sistema nervoso. Em pacientes que não estão totalmente incapacitados, pequenos impulsos ainda podem ser encontrados nos músculos. E estes podem ser medidos na pele", explica o professor Thomas Schildhauer, que coordena o projeto. "Esses sinais são amplificados no robô e movem os motores desse esqueleto externo."

O constante uso do exoesqueleto robótico, afirma Schildhauer, "parece reconstruir e expandir as funções musculares remanescentes, assim como estruturas cerebrais que não haviam sido usadas há algum tempo". Padrões de movimentos, explica, são novamente aprendidos. "Aparentemente isso leva o paciente a reaprender antigos movimentos, fazendo com que ele seja capaz de andar novamente."

Equipamentos como o usado por Glyczinski podem oferecer novas oportunidades de movimentação não apenas a pessoas portadoras de paralisia, mas também a pacientes com problemas musculares causados por mal de Parkinson ou por algum acidente vascular.

Do Japão para a Europa

O interesse pelo desenvolvimento de tecnologias médicas tem crescido nos últimos anos. Só na Alemanha, o setor chega a faturar 21 bilhões de euros por ano. E o valor promete aumentar com a descoberta de novos produtos que visam melhorar a vida dos pacientes.

Na empresa Cyberdyne Care Robotics, uma joint-venture alemã-japonesa que divulga o exoesqueleto, o grupo de trabalho é constituído por médicos, terapeutas e técnicos. Após uma série de testes na clínica universitária Bergmannsheil, a ideia é levar o robô ao mercado europeu.

A fim de divulgar a nova tecnologia, a empresa planeja utilizar um modelo de arrendamento de equipamentos para clínicas e centros de reabilitação. E fazer uso da moderna tecnologia custa caro. Na Alemanha, um treino de duas horas com o equipamento chega a custar 500 euros.

A empreitada é apoiada pela Neda, organização ligada ao Ministério japonês da Economia, Comércio e Indústria. Para introduzir a terapia nos hospitais europeus, a Neda disponibilizou à Cyberdyne Care Robotics 24 exoesqueletos robóticos que, juntos, valem 2,3 milhões de euros. A tecnologia desenvolvida pelo cientista Yoshiyuki Sankai foi batizada como Hybrid Assistive Limb (HAL).

No Japão, esses robôs já são usados em 160 clínicas e centros de reabilitação. Para que eles possam ser usados também na Europa, foram necessários alguns ajustes com relação ao design, para adaptação ao biotipo médio europeu.

A escolha de Bochum e da clínica Bergmannsheil pelos japoneses não foi por acaso. Inserida no campus da Saúde da Universidade do Ruhr, a clínica oferece muitas oportunidades de cooperação tanto com instituto de pesquisas quanto com empresas privadas.

Médicos de Bochum ressaltam notáveis progressos. Pacientes de cadeiras de rodas têm conseguido se locomover de forma segura, com a ajuda de um andador, após apenas cinco meses de terapia. Essa é também a meta de Glyczinski.

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