Executivo-chefe da Daimler fala sobre desafios da indústria automobilística | 125 anos do automóvel | DW | 17.02.2011
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125 anos do automóvel

Executivo-chefe da Daimler fala sobre desafios da indústria automobilística

O carro do futuro não deve produzir emissões nem depender de combustíveis fósseis. Dieter Zetsche, executivo-chefe da Daimler, fala da reinvenção do automóvel.

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Zetsche: carro elétrico está no centro das atenções

Deutsche Welle : Muito aconteceu nos 125 anos da história do automóvel. O que leva a indústria a continuar desenvolvendo sempre coisas novas?

Dieter Zetsche: O automóvel tem como único problema o seu incrível sucesso, o que faz com que seja vendido em grandes quantidades. Isso leva à multiplicação de emissões e ao uso do espaço. Nossos maiores desafios são a dependência do petróleo e as emissões. Estamos avançando a passos largos e certamente em um futuro próximo veremos nas ruas um veículo livre de emissões.

Andar de carro é caro. Nós tivemos uma crise difícil para o setor. Agora tudo voltou a ir de vento em popa. A que se deve isso?

A economia se recuperou, as pessoas continuam gostando de dirigir. Isso acontece nos países desenvolvidos, mas também nos países em desenvolvimento acontece um incrível crescimento econômico, o que leva ao desejo de dirigir um automóvel, o que foi a razão para a rápida recuperação da indústria automobilística em geral.

O senhor, assim como outros fabricantes de automóveis, procura alternativas para o motor de combustão. Quais seriam os pontos principais?

Não existe uma única solução que satisfaça todas as exigências. Estamos na linha de frente em praticamente todas as áreas. No centro das atenções estão carros elétricos, cuja energia poderá ser armazenada em baterias ou através de células de combustão.

Vozes críticas afirmam que os alemães estão atrasados justamente no que diz respeito a formas alternativas de propulsão e propulsão elétrica. Como o senhor explica isso?

A crítica às vezes é injustificada, como neste caso. Na realidade, já há três anos colocamos nas ruas em Berlin cem carros elétricos do tipo Smart. Hoje, já circula a terceira geração de Smarts elétricos. Estamos produzindo 200 veículos com células de combustão. Ou seja, estamos correndo junto bem na frente no que diz respeito à reinvenção do automóvel.

Mas de alguma forma isso ainda é experimental, e não se impôs no mercado. Outras empresas querem participar deste processo, como as produtoras de energia. O senhor acredita que esse desenvolvimento possa impulsionar o carro elétrico?

Certamente isso é bom, pois precisamos de grandes alianças, diferentes das do passado. Nós temos que construir infraestrutura, conversar sobre como padronizar o plugue elétrico e coisas semelhantes. Por isso é bom que possamos trabalhar juntos.

Entrevista: Monika Jones (pp)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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