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Mundo

Executiva coreana do "caso das nozes" é solta

Cho Hyun-ah tem pena de um ano de prisão reduzida e suspensa. Ela ficou famosa por xingar uma aeromoça que lhe serviu nozes na embalagem plástica e ordenar que o avião retornasse à plataforma de embarque.

A executiva coreana Cho Hyun-ah, de 41 anos, herdeira da empresa aérea Korean Air (KAL), foi libertada nesta sexta-feira (22/05) depois de a Suprema Corte da Coreia do Sul reduzir e suspender a sua pena de prisão. Ela foi o protagonista do "escândalo das nozes".

Cho, que é filha mais velha do presidente da KAL, havia sido condenada a um ano de prisão em fevereiro passado, acusada de ter forçado uma aeronave a mudar a rota, uma imputação normalmente reservada a terroristas. Ela estava na cadeia desde dezembro do ano passado, quando havia sido detida.

Nesta sexta-feira, porém, a Suprema Corte da Coreia do Sul, em Seul, alterou a decisão da instância inferior. Os juízes disseram que a atitude de Cho não levou a uma alteração da rota da aeronave, mas a consideraram culpada de violência contra a tripulação e de danos econômicos à empresa. A pena foi reduzida para dez meses de prisão e suspensa.

O escândalo começou quando Cho agrediu verbalmente uma aeromoça por esta ter lhe servido nozes de macadâmia – que a executiva não pedira – na embalagem plástica do produto e não num prato.

Por causa disso, Cho ordenou o retorno do avião à plataforma de estacionamento do aeroporto J. F. Kennedy, para que o chefe do serviço de bordo fosse expulso. A aeronave já estava se deslocando para a pista de decolagem. Na época, Cho era vice-presidente da KAL e responsável também pelo serviço de bordo da empresa. Ela pediu demissão do cargo com a repercussão negativa do caso.

A corte considerou que Cho impôs apenas uma pequena ameaça à segurança e à proteção da aeronave, mas a considerou culpada de outras acusações, como atrapalhar o trabalho do comandante e agir de forma violenta com a tripulação.

Os juízes disseram que Cho mudou durante o período na prisão e merece uma segunda chance. Ela ponderaram ainda que ela é mãe (gêmeos de 2 anos), ré primária e sofreu constrangimento público suficiente com o caso. Após a sentença, Cho deixou o tribunal escoltada por seguranças.

Muitos sul-coreanos veem o acesso de raiva de Cho como típico de pessoas mimadas e elitistas que cresceram protegidas por conglomerados familiares poderosos e que estão acostumadas a agir com impunidade.

"Parece que ela terá de conviver com as pesadas críticas da sociedade e com o estigma", declarou Kim Sang-hwan, presidente do trio de juízes da Suprema Corte. A decisão foi recebida com irritação por muitos sul-coreanos, que a consideraram um privilégio para representantes das classes abastadas.

RG/ap/afp/dpa/efe

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