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Alemanha

Ex-terrorista da RAF ainda crê na "derrota dos planos do capital"

Em carta aberta, Christian Klar louva os "esforços socialistas" na América do Sul e prova que se mantém fiel aos ideais pelos quais está preso há 24 anos. As declarações provavelmente prejudicarão seu pedido de indulto.

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Christian Klar (foto de 1992)

O ex-terrorista da Facção do Exército Vermelho (RAF) Christian Klar continua acreditando numa "derrota dos planos do capital". Como revelou a emissora de televisão pública ARD, a declaração consta de uma mensagem de saudação à Conferência Rosa Luxemburgo.

O ex-terrorista apresentou recentemente um pedido de indulto ao presidente alemão, Horst Köhler. Ele está preso há 24 anos por múltiplo homicídio. Como o prazo mínimo de detenção se encerra em janeiro de 2009, ele vem sendo preparado para um relaxamento da pena.

Louvor à América do Sul

Na mensagem aberta de 13 de janeiro de 2007, Klar expressa a esperança de que haja chegado o tempo de "completar a derrota dos planos do capital e de abrir a porta para um outro futuro".

Ele condena ainda a "aliança imperial" na Europa, que "se dá o direito de punir a partir dos céus qualquer nação da Terra que se oponha à sua visão de partilha de lucros, transformando toda forma de vida social [da nação opositora] num monte de destroços".

O ex-terrorista louvou os esforços socialistas de alguns Estados sul-americanos. Ao contrário da Europa, "após duas décadas de socialmente aniquiladoras receitas da classe proprietária internacional, nestes faz-se finalmente valer os direitos das massas e além disso se trabalha por uma perspectiva".

Incorrigível

O criminologista Helmut Kury, de Freiburg, mostrou-se surpreso com o texto. A serviço da Secretaria de Justiça do estado de Baden-Württemberg, ele apresentara um parecer positivo sobre Christian Klar.

Na opinião de Kury, a divulgação do documento certamente não o ajudará no pedido de clemência. "Qualquer cidadão normal que ouça isto dirá, 'este é um incorrigível, não progrediu'. Espera-se um certo arrependimento ou desculpas, como sempre diz a mídia. A mensagem aponta antes na direção contrária", comentou o criminologista.

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