Ex-terrorista alemão será libertado em janeiro | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 24.11.2008
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Alemanha

Ex-terrorista alemão será libertado em janeiro

Justiça alemã decide libertar o ex-terrorista Christian Klar, que havia sido condenado à prisão perpétua por mortes cometidas pela organização terrorista RAF.

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Christian Klar integrou a RAF nos anos 1970

O Tribunal Superior Regional de Stuttgart anunciou nesta segunda-feira (24/11) a decisão de libertar o ex-terrorista Christian Klar. Condenado à prisão perpétua por crimes cometidos pela Fração do Exército Vermelho (RAF), organização terrorista responsável por atentados nos anos 1970, Klar, de 56 anos, cumpre pena há 26 anos. Em 1985, Klar foi condenado nove vezes por assassinato e 11 vezes por tentativa de homicídio.

A suspensão do restante da pena havia sido recomendada pela Procuradoria Geral da República. A pena foi transformada em liberdade condicional por cinco anos, a partir de janeiro de 2009. Junto com Brigitte Mohnhaupt, libertada em março de 2007, Klar havia sido considerado culpado por todos os atos da Fração do Exército Vermelho (RAF) desde 1977.

Entre os crimes, está o assassinato do então procurador-geral da República Siegfried Buback, do presidente do Dresdner Bank, Jürgen Ponto, e do presidente da Confederação Alemã dos Empregadores, Hanns-Martin Schleyer. Klar havia sido condenado "seis vezes prisão perpétua mais 15 anos de detenção". Em 1997, o tribunal de Stuttgart decidiu que o tempo mínimo da pena seria de 26 anos.

Em maio de 2007, o presidente da Alemanha, Horst Köhler, negou o pedido de indulto de Klar, depois que o ex-terrorista participou de um programa de televisão, onde disse que não tinha remorso de seus atos.

Birgit Hogefeld, RAF-Mitglied

Birgit Hogefeld cumpre pena de prisão perpétua

Última da lista

Com a libertação de Christian Klar, Birgit Hogefeld será a última ex-terrorista da RAF que ainda continua na prisão. A alemã, de 52 anos, foi presa em 1993 sob a acusação de assassinato e tentativa de assassinato. Hogefeld, considerada uma das líderes da terceira geração da organização terrorista, foi sentenciada à prisão perpétua no mesmo ano.

Em 1999, a Corte Federal de Justiça determinou que sua pena só poderá ser comutada para prisão condicional depois que ela tiver cumprido um mínino de 15 anos de prisão. Um pedido de indulto foi rejeitado pelo presidente da Alemanha em 2007.

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