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Mundo

Ex-presidente egípcio Mubarak condenado à prisão perpétua

Pronunciada sentença contra dirigente deposto de 84 anos, por abuso de poder e comandos de morte contra manifestantes da Primavera Árabe. Seus opositores exigiam pena de morte.

Seus adversários o denominavam "Faraó", pois ele lhes parecia tão poderoso e injusto quanto os governantes do antigo Egito. Neste sábado (02/06) foi pronunciada a sentença no processo contra o ex-presidente Hosni Mubarak: prisão perpétua.

O promotor público pleiteara a pena de morte. O ex-chefe de Estado é acusado, entre outros pontos, de abuso de autoridade, venalidade e de ter ordenado a morte de manifestantes durante os 18 dias de insurgência popular, no início do ano passado.

Mubarak foi deposto em 11 de fevereiro de 2011. Uma veemente maioria no Egito exigia que ele terminasse no cadafalso, por haver dilapidado as finanças do país e violado os direitos humanos.

Ex-ministro e filhos

O tribunal da capital Cairo também condenou à pena de prisão perpétua Habib al Adli, ministro do Interior de Mubarak. Igualmente respondem a processo quatro altos oficiais da polícia. Eles são acusados de corresponsabilidade na morte dos manifestantes durante as agitações que levaram à queda do velho regime.

Paralelamente a esse processo, o ex-ditador respondeu a inquérito por corrupção, assim como seus filhos Gamal e Alaa e um amigo da família, atualmente foragido. Gamal era considerado o homem mais poderoso do Egito, depois de Hosni Mubarak, e seu provável sucessor. Alaa é um bem-sucedido homem de negócios.

O juiz no Cairo absolveu o ex-governante de 84 anos de idade das acusações de corrupção, enquanto seus filhos foram condenados. Contudo, segundo a sentença, eles já haveriam cumprindo a pena, devido a detenção em que se encontravam até agora. Durante o pronunciamento do veredicto houve uma briga no tribunal.

Urteilsverkündung Hosni Mubarak Ägypten erwartet

Comoção no Egito em torno do julgamento de Mubarak

Satisfação para o povo

Antes mesmo da divulgação da sentença, o processo contra Mubarak já era histórico. O ex-presidente egípcio é o primeiro dirigente caído durante a Primavera Árabe a ter que responder judicialmente perante seu próprio povo.

Desde o início do inquérito, há dez meses, o clima é altamente emocional no país, sobretudo nos dias de audiência. Ocorreram repetidos choques violentos diante da sala do tribunal, envolvendo adeptos de Mubarak e familiares das vítimas.

Para numerosos egípcios foi uma satisfação ver o homem, antes tão poderoso, atrás de grades, sobre uma maca, no tribunal. Entretanto, por seus adeptos, Hosni Mubarak segue sendo tratado com respeito.

AV/dpa, dapd, rtr, afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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