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América Latina

Ex-presidente da Guatemala é indiciado por corrupção

Pérez Molina é preso preventivamente por envolvimento em esquema de fraude aduaneira que teria levantado 3,8 milhões de dólares. Político nega acusações, mas corte acredita que haja "evidências razoáveis" contra ele.

O ex-presidente da Guatemala Otto Pérez Molina foi formalmente indiciado nesta terça-feira (08/09) por associação criminosa e corrupção, no contexto das investigações de seu envolvimento num esquema de fraude aduaneira.

Pérez Molina, de 64 anos, assumiu a presidência em 2012 e renunciou na semana passada. O ex-general foi preso preventivamente e aguarda julgamento, a ser realizado no dia 21 de dezembro.

O juiz Miguel Angel Galvez concedeu prazo de três meses para o Ministério Público continuar as investigações e disse que Perez Molina foi preso para impedir que atrapalhasse o trabalho dos promotores. O indiciamento se baseia em mais de 89 mil grampos telefônicos.

O ex-presidente nega as acusações e disse estar "frustrado". "Não existe nada de concreto nas três acusações contra mim. Somente há referências e outras pessoas falando, nada de sólido. Não entendemos a decisão do juiz", disse.

A corte "acredita que haja evidências suficientemente razoáveis" para sugerir que Pérez Molina realmente cometeu os crimes, apesar de o juiz ter salientado que nenhuma irregularidade foi comprovada até agora.

"La Línea"

Promotores guatemaltecos e uma comissão da ONU acreditam que o ex-presidente comandava o esquema conhecido como "La Línea", que alegadamente ajudou importadores a sonegarem milhões de dólares em taxas alfandegárias em troca de propinas. As autoridades acreditam que a rede operou, pelo menos, de maio de 2014 a abril de 2015.

O esquema levantou 3,8 milhões de dólares em propinas nesse período. O presidente e sua vice, Roxana Baldetti, teriam recebido 800 mil dólares cada um. Um total de 39 pessoas foram presas sob suspeita de participação no esquema.

O Congresso da Guatemala aceitou a renúncia de Pérez Molina, na quinta-feira passada, e indicou o vice-presidente Alejandro Maldonado para completar o mandato presidencial até o final de janeiro.

Casos de corrupção em cargos de alto escalão não são novos na Guatemala. Alfonso Portillo, que foi presidente de 2000 a 2004, ficou preso durante vários meses nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro. Ele aceitou suborno de Taiwan para que a Guatemala reconhecesse o Estado asiático.

Os guatemaltecos foram às urnas no último domingo para eleger o novo presidente, que deve começar o mandato em janeiro de 2016. O comediante Jimmy Morales venceu o primeiro turno das eleições – uma surpresa no contexto das elites tradicionais do país.

MP/dpa/afp

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