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Mundo

Ex-nazistas condenados por massacre na Itália

Tribunal italiano condena dez ex-soldados da SS pelo massacre de Marzabotto, que deixou mais de 800 mortos em 1944.

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Crianças depositam flores onde foi assassinado um padre em Marzabotto

O processo, iniciado em abril último, teve por meta esclarecer a culpa pelo massacre de Marzabotto, durante o qual mais de 800 pessoas, entre estas 300 mulheres e 40 crianças, foram mortas em 1944 pela SS. As vítimas foram assassinadas entre o dia 29 de setembro e o 5 de outubro de 1944 em Marzabotto, nos arredores de Bologna, e em dois outros povoados vizinhos: Grizzana e Monzuno.

O tribunal militar de La Spezia, no norte da Itália, condenou dez ex-soldados, que hoje estão com mais de 80 anos e não devem ser presos. Outro sete acusados foram absolvidos. O tribunal exige também o pagamento de uma indenização às famílias das vítimas no valor de 100 milhões de euros.

O ex-comandante da SS, Walter Reder, ordenou em 1944 o assassinato de civis na Itália, tendo sido condenado por isso em 1951, em Bolonha, à prisão perpétua. Em 1985 ele deixou a prisão e poucos anos depois, em 1991, morreu em Viena.

Atraocidades

Nazi-Massaker von Marzabotto: Lebenslang für zehn Angeklagte

Vincenzo Giannoni mostra documentos usados no processo contra os soldados da SS

Em 2002, o então presidente alemão, Johannes Rau, fez em Marzabotto um pedido oficial de desculpas pelos crimes cometidos pelos nazistas. "Quando penso nas crianças e mães, nas mulheres e em toda a família das vítimas desses crimes, meus sentimentos são de luto e vergonha", disse Rau na época.

Um dos sobreviventes do massacre, Gianfranco Lorenzini, que tinha 13 anos em 1944, afirmou que os nazistas "atiravam recém-nascidos ao ar para matá-los e violentavam as mulheres".

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