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Alemanha

Ex-militante do EI é condenado na Alemanha

Alemão de 25 anos confessa ter participado de unidade do "Estado Islâmico" que caçava desertores. Condenado a quatro anos e meio de prisão, jovem diz ter se radicalizado após usar drogas e cometer delitos.

Um alemão foi condenado, nesta sexta-feira (04/03), a quatro anos e meio de prisão por ter se juntado a uma unidade da organização extremista "Estado Islâmico" (EI) entre 2013 e 2014.

Nils D., de 25 anos, nascido no bairro de Lohberg em Dinslaken, no oeste da Alemanha, fez parte da chamada "Brigada de Lohberg", que apoia o EI. Ele admitiu também ter feito parte de uma unidade do EI na Síria.

O jovem se converteu ao islã em 2011, depois de uma vida repleta de delitos menores e tempos "fumando baseado", contou o próprio acusado ao tribunal de Düsseldorf, em janeiro deste ano, ao qual reconheceu ter "deslizado diretamente para a radicalização".

De acordo com a promotoria, D. se juntou à organização extremista batizada "Brigada de Lohberg" em 2013 e participou de campanha de propaganda e doações na cena salafista. Em outubro do mesmo ano, ele partiu rumo à Síria, onde se juntou ao EI. Na Síria, ele integrou "tropas de assalto" do grupo extremista, encarregadas de encontrar desertores.

O EI ameaçava os combatentes que desertavam com "torturas até a morte", contou D., que acabou se afastando dos jihadistas e retornou à Alemanha, onde foi detido no ano passado.

Desde então, ele esteve cooperando com as autoridades e forneceu informações específicas e valiosas sobre a organização extremista. No entanto, segundo promotores e a juíza Barbara Havliza, é duvidoso se D. cortou efetivamente os laços com o EI.

De acordo com os serviços de inteligência alemães, cerca de 740 pessoas já deixaram a Alemanha para se juntar a grupos extremistas como o EI na Síria ou no Iraque. Um terço delas regressou, e cerca de 120 foram mortas.

PV/lusa/dpa/afp

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