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Economia

Ex-executivos do estaleiro Vulkan condenados por fraude

O grupo Vulkan foi a maior liga de estaleiros da Alemanha. Sua queda começou com a aquisição de empresas deficitárias. Para saneá-las, os executivos desviaram dinheiro de subvenções destinadas a outros fins.

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O ex-diretor do grupo Vulkan, Friedrich Hennemann

O ex-diretor do estaleiro Vulkan, Friedrich Hennemann, foi condenado, nesta sexta-feira em Bremen, a dois anos de prisão com direito a sursis por fraude e malversação de recursos. Outros dois executivos da liga de estaleiros liderada pela Vulkan receberam a mesma pena, embora a promotoria exigisse entre 3 e 4 anos. O tribunal julgou-os culpados de desviarem mais de 850 milhões de marcos (899 milhões de reais).

Privatização de estatais do leste - Trata-se de subvenções concedidas aos estaleiros de Wismar e Stralsund (situados no leste alemão), no contexto da privatização de estatais da antiga Alemanha comunista após a reunificação. Em vez de ser empregado na sua reestruturação, o dinheiro foi desviado, em 1992 e 1993, para salvar firmas ocidentais também pertencentes ao grupo Vulkan.

Fundado nos anos 80 como a maior liga de estaleiros da Alemanha, o grupo Vulkan acabou comprando várias firmas de construção de máquinas, entre elas a deficitária Dörris-Scharmann, o pivô do crime, pois em seus cofres teriam ido parar 854 milhões de marcos.

O sonho que desabou - O sonho de Hennemann de construir um grande grupo empresarial desmoronou no dia 11 de setembro de 1995. Depois de chamar de "probleminha" a falta de liqüidez de 300 milhões de marcos, Hennemann teve que demitir-se. Em maio do ano seguinte, o grupo Vulkan declarava falência.

Enquanto os estaleiros de Bremerhaven, Wismar e Stralsund sobreviveram, o Vulkan, de Bremen, fechou em 1997. Dos 23 mil funcionários do grupo, 9 mil perderam o emprego.