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Economia

Ex-diretor da Volkswagen Peter Hartz livra-se da cadeia

Hartz é condenado a dois anos de prisão condicional e pagamento de multa de 576 mil euros. Sentença proferida pela Justiça alemã já era esperada.

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Hartz comparece ao Tribunal de Braunschweig para ouvir a sentença

O ex-diretor de recursos humanos da Volkswagen Peter Hartz, 65 anos, não irá para a cadeia. Ele foi condenado a dois anos de prisão condicional e multa de 576 mil euros por malversação de recursos e favorecimento ilícito de membros da comissão de trabalhadores.

A sentença foi proferida nesta quinta-feira (25/01) pelo Tribunal Regional de Braunschweig. De acordo com o tribunal, Hartz fez pagamentos milionários ao ex-presidente do conselho de empresa da Volkswagen, Klaus Volkert, e, com isso, o teria "comprado". O conselho de empresa representa os interesses dos trabalhadores da empresa.

Em seus depoimentos, Hartz reconheceu ter autorizado o pagamento de bonificações extras milionárias a Volkert para influenciar as decisões do principal representante dos trabalhadores do grupo Volkswagen.

Acordo

A sentença já era esperada. Antes mesmo do início do julgamento, o tribunal, a promotoria pública e os advogados de defesa fizeram um acordo, pelo qual Hartz admitiria as acusações a ele imputadas e, em troca, não iria para a cadeia. O acordo levou em consideração que o réu não agiu em proveito próprio.

Hartz havia renunciado ao cargo em julho de 2005, após o estouro do escândalo de corrupção e de viagens de "lazer" em que eram oferecidas prostitutas aos diretores do conselho de empresa da Volkswagen às custas da montadora. Hartz foi ainda um importante assessor do ex-chanceler federal Gerhard Schröder e autor do polêmico programa de reformas do mercado de trabalho que leva o seu nome.

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