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Brasil

Ex-diretor da Petrobras é condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro

Ministério Público afirma que parte da propina recebida por Nestor Cerveró é procedente do exterior e cita a compra de um apartamento por meio de uma empresa de fachada, criada para ocultar a origem do dinheiro.

O juiz federal Sérgio Moro condenou, nesta terça-feira (26/05), o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro. De acordo com a sentença, o ex-diretor comprou um apartamento no Rio de Janeiro com recursos adquiridos através de uma empresa offshore dirigida por ele, segundo a acusação do Ministério Público Federal (MPF). Cerveró está preso preventivamente desde o dia 14 de janeiro.

De acordo com investigadores da Operação Lava Jato, parte da propina recebida por Cerveró, durante o período em que ocupou o cargo de diretor da Petrobras, foi procedente do exterior, por meio de empresas sediadas no Uruguai, na Inglaterra, na Espanha e na Suíça. Como prova do crime de lavagem de dinheiro, o Ministério Público Federal citou a compra de um apartamento avaliado em 7,5 milhões de reais, no Rio de Janeiro, por meio da empresa Jolmey do Brasil, criada para ocultar o dinheiro recebido pelo ex-diretor.

"Nestor Cerveró não logrou explicar de maneira convincente por que declarou no inquérito o pagamento de 8 mil reais mensais de aluguel e ainda alterou a versão anterior dos fatos, agora, alegando que, em 2012 e 2013, não mais teria pago aluguéis, mas apenas valores de condomínio e garagista, o que não faz muito sentido já que os pagamentos constam, na declaração de rendimentos, como tendo sido feitos à Jolmey [empresa de fachada]", argumentou Moro.

Na ação penal, a defesa de Cerveró alegou que ex-diretor era apenas o locatário do imóvel e que o valor do aluguel foi reduzido por conta de reformas realizadas por ele. Pena será cumprida inicialmente em regime fechado, mas cabe recurso.

Vaccari e ex-deputados transferidos pela PF

Também nesta terça-feira, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e os ex-deputados federais André Vargas (sem partido-PR), Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Corrêa (PP-PE) foram transferidos da sede da Polícia Federal em Curitiba ao Complexo Médico Penal do Paraná, na cidade de Pinhais.

Vaccari e os ex-parlamentares, presos há pouco mais de um mês na Operação Lava Jato são réus por corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos desviados de contratos com a Petrobras. A transferência ocorreu a pedido da Polícia Federal, que alega falta de espaço na carceragem.

O complexo para onde eles foram transferidos já abriga outros cinco presos da Lava Jato, entre eles o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o operador Fernando Soares, o Baiano.

PV/ab/ots/rtr

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