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Mundo

Exército nigeriano retoma simbólica cidade de Chibok

Palco do rapto de 276 estudantes em abril, cidade no noroeste da Nigéria estava nas mãos do Boko Haram. Nos últimos meses, grupo islâmico tomou controle de mais de 20 cidades na região e matou mais de 10 mil.

Neste fim de semana, a cidade de Chibok, no nordeste da Nigéria, foi palco de duros combates entre tropas do governo e a milícia terrorista Boko Haram. Dois dias após ter sido ocupada pelos combatentes do Boko Haram, Chibok foi reconquistada na noite de sábado (15/11) pelo Exército nigeriano, afirmou o porta-voz das Forças Armadas do país, Olajide Oleleye.

Apesar de a maioria dos habitantes da cidade já ter fugido, a retomada atraiu a atenção de todo o país, pois foi lá que aconteceu o rapto de 276 alunas de uma escola católica pelos combatentes do Boko Haram, em meados de abril. Desde então, 219 meninas ainda se encontram desaparecidas.

Ajuda de milicianos

Nos últimos meses, o grupo Boko Haram tomou o controle de mais de 20 cidades e vilarejos no nordeste da Nigéria. A reconquista de Chibok por tropas do governo é altamente simbólica, porque as autoridades nigerianas foram muito criticadas internacionalmente pela falta de reação no momento do rapto das estudantes.

Chibok havia caído nas mãos do Boko Haram na quinta-feira à tarde, após horas de combate entre os islamistas e forças locais. Pogu Bitrus, chefe dos notáveis de Chibok, informou que a ação levou a várias mortes.

De acordo com Bitrus, a cidade foi reconquistada no final de uma operação conjunta da milícia local e do Exército. "Os milicianos entraram em Chibok e os soldados permaneceram fora da cidade para captar rebeldes que tentassem fugir."

Apesar de seus fracos meios logísticos, um grupo chamado Civilian JTF, constituído por jovens reunidos em milícias para combater os islamistas e que, aparentemente, substituíram o Exército em muitas áreas do nordeste do país.

Moradores da região haviam relatado que os militares tinham fugido na quinta-feira, durante a chegada dos assaltantes a Chibok, deixando os milicianos combatendo sozinhos. O apoio dos combatentes do Civilian JTF ajudou o Exército nigeriano na reconquista da metrópole econômica Mubi, há poucos dias.

"Educação ocidental é pecado"

Boko Haram, que na língua hauçá significa "educação ocidental é pecado", luta há anos para o estabelecimento de uma teocracia islâmica no empobrecido norte da Nigéria, de maioria muçulmana. Desde 2009, o grupo terrorista já matou mais de 10 mil pessoas em atentados e ataques a polícia, Exército, igrejas e escolas.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, prometeu fazer o possível para uma volta segura das meninas raptadas. Ele já anunciou oficialmente que pretende se candidatar mais uma vez à presidência de seu país, no próximo ano.

CA/dpa/afp/lusa

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