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Mundo

Exército e separatistas se recusam a remover armas pesadas na Ucrânia

Principal ponto de tensão é a cidade de Debaltsevo. Soldados ucranianos e rebeldes separatistas se acusam mutuamente e afirmam que não vão retirar armas enquanto cessar-fogo não for respeitado.

Soldados ucranianos e rebeldes separatistas afirmaram que não vão remover as armas pesadas da zona de conflito nesta terça-feira (17/02), como estava previsto no

acordo de paz

assinado em Minsk, na semana passada, por líderes da Alemanha, França, Ucrânia e Rússia. Ambos os lados se acusam mutuamente e dizem que só vão começar a retirar as armas quando a trégua for respeitada.

Os combates cessaram na maioria das áreas de conflito na Ucrânia desde que o cessar-fogo passou a valer, à meia-noite do último domingo. Mas a tensão continua na cidade de Debaltsevo, onde cerca de 8 mil soldados ucranianos estariam cercados pelas forças dos separatistas pró-Rússia. O local é um importante centro ferroviário localizado entre Donetsk e Lugansk, cidades que se tornaram bastiões dos rebeldes.

Assistir ao vídeo 01:40

Sem sinal de cessar-fogo em Debaltsevo

Líderes rebeldes afirmaram que não poderiam interromper os combates em Debaltsevo por "razões morais", uma vez que consideram a cidade como parte de seu território.

"Estamos prontos [para iniciar a retirada dos armamentos pesados] a qualquer momento, temos tudo pronto para uma retirada mútua. Mas não faremos nada unilateralmente – isso transformaria nossos soldados em alvos", afirmou o porta-voz dos separatistas, Denis Pushilin.

Os militares ucranianos reiteraram que suas forças também não podem começar a remover as armas. "A retirada só pode acontecer após o cumprimento do primeiro ponto do acordo de Minsk – o cessar-fogo. Nas últimas 24 horas houve disparos, então não existe trégua. E se não existe trégua, também não há condições para retirar de armas pesadas", disse o porta-voz do Exército, Andriy Lysenko.

Na manhã desta terça-feira, Steffen Seibert, porta-voz da chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, havia afirmado que uma conversa telefônica entre Merkel e os líderes da Ucrânia e da Rússia tinha resultado em "avanços concretos" quanto a remoção das armas e ao "livre acesso" de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) à cidade sitiada para monitorar a trégua.

Segundo o acordo de paz, o governo ucraniano e as tropas rebeldes teriam duas semanas de prazo para retirar tanques e equipamentos de artilharia pesada até uma "zona de segurança".

RC/afp/dpa/rtr

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