Exército da Síria retoma ataques aéreos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 01.01.2017
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Mundo

Exército da Síria retoma ataques aéreos

Bombardeios em diversas partes do país ameaçam a frágil trégua negociada por Rússia e Turquia. Centenas de pessoas fogem de uma região montanhosa perto de Damasco, onde militares e milícias aliadas combatem insurgentes.

O Exército da Síria retomou suas operações de bombardeio ao executar um ataque aéreo num vale controlado por rebeldes perto de Damasco, neste domingo (1º/01), depois de quase 24 horas sem ataques aéreos, comunicou um funcionário dos rebeldes e de organização responsável por monitorar o conflito sírio.

O bombardeio ocorreu durante o terceiro dia de um frágil cessar-fogo. O acordo de trégua, negociado por Rússia e Turquia – que apoiam os lados opostos no conflito na Síria – e acolhido por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU, foi repetidamente violado desde o seu início.

No sábado, rebeldes advertiram que iriam abandonar o cessar-fogo se o lado do governo sírio continuasse a violá-lo, pedindo aos russos, que apoiam o presidente da Síria, Bashar al-Assad, que reprimissem os ataques do exército e de milícias no vale. Os bombardeios cessaram – embora alguns confrontos em solo tenham sido registrados – mas começaram novamente no fim deste domingo.

Os ataques atingiram áreas de Wadi Barada, onde as forças governamentais e seus aliados lançaram uma operação há mais de uma semana, segundo um porta-voz do grupo rebelde Jaish al-Nasr e do Observatório Sírio para os Direitos Humanos. "Houve um feroz ataque e uma tentativa de Assad e milícias xiitas de atacar Wadi Barada a partir de colinas próximas", disse o porta-voz Mohammed Rasheed. A mídia estatal e o Observatório relataram que centenas de pessoas deixaram Wadi Barada no último dia e foram para áreas controladas pelo governo, nas proximidades.

Forças governamentais executaram também ataques contra rebeldes na região de Ghouta Oriental, durante a noite, apreendendo dez fazendas. Além disso, o Observatório relatou que a Força Aérea da Sìria realizou vários ataques aéreos na região de Aleppo.

Não ficou claro imediatamente se os rebeldes abandonarão a trégua por conta destas operações. Uma segunda autoridade dos rebeldes disse que confrontos terrestres de baixo poder bélico não são motivo para romper com o cessar-fogo, mas que os ataques aéreos são uma "clara violação".

O Ministério da Defesa da Rússia acusou os insurgentes de violarem o cessar-fogo por diversas vezes. Já o órgão militar de comunicação do grupo libanês Hisbolá, um aliado de Assad, disse que o Exército sírio estava atacando militantes da antiga Frente al-Nusra, tanto na província de Aleppo como em Wadi Barada. Os militares disseram que o grupo anteriormente filiado à Al Qaeda na Síria não está incluído no acordo de cessar-fogo, mas os rebeldes afirmam que sim.

O recente acordo de cessar-fogo é o primeiro a não envolver os EUA ou as Nações Unidas – um reflexo da crescente influência diplomática de Moscou, depois que uma longa campanha de ataques aéreos russos ajudou Assad a recapturar a cidade de Aleppo, no norte do país. As conversações de paz serão realizadas no fim de janeiro, em Astana, capital do Cazaquistão.

PV/rtr/afp/ap

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