1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Europeus temem que Hamas chegue ao poder na Palestina

Primeiras eleições parlamentares na Palestina em dez anos têm monitores do Conselho da Europa e da União Européia. Europa teme fortalecimento do grupo militante islâmico Hamas.

default

Palestino vota na Cisjordânia

Muita coisa mudou na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desde as últimas eleições parlamentares palestinas, há dez anos. O líder Yasser Arafat não vive mais e seu sucessor, Mahmud Abbas, não conseguiu substituí-lo à altura. A autonomia da região foi seriamente prejudicada pela segunda Intifada, a resistência palestina contra Israel.

Wahlen in Palästina Hamas

Candidatos do Hamas

As forças políticas estão se alterando de forma dramática: o movimento Fatah, de Arafat e Abbas, até há pouco tempo liderança incontestável, perde espaço para o grupo radical islâmico Hamas, que pela primeira vez participa de uma eleição. O Hamas, que não reconhece Israel como Estado, é responsável por vários atentados em Israel e nos territórios ocupados.

Disputa apertada

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, defende a participação do Hamas na eleição, na esperança de que o grupo radical tome um curso mais moderado. É uma expectativa sem bases concretas, mas que demonstra o quanto o Fatah está enfraquecido.

Os prognósticos apontam para um resultado apertado para ambos os movimentos: cada um deve ficar com um terço dos 132 mandatos no Parlamento, enquanto o restante deve ser ocupado por candidatos do partido Palestina Independente.

Fim da era dos " homens velhos "

Palästinenserführer an der Wahlurne Mahmoud Abbas

Mahmud Abbas entrega seu voto

Os eleitores estão se afastando da tradicional liderança do Fatah porque já se foram os tempos dos "velhos homens retornados do exílio" e porque eles são acusados de corrupção, uma prática até agora tradicional no mundo árabe. Chegou a vez dos jovens, que vivenciaram e resistiram à ocupação por Israel desde 1967.

O principal candidato da ala "jovem" do Fatah só pôde fazer campanha eleitoral por fax, telefone ou através da emissora de tevê Al Jazira, do Catar. Trata-se de Maruan Barguti, de 47 anos, cumprindo cinco penas de prisão perpétua mais 40 anos de detenção, em Israel, desde 2004, por causa de atividades terroristas e responsabilidade direta sobre cinco mortes.

Apesar de ter condenado o então secretário-geral da Fatah e líder da Tanzim (a organização jovem do movimento), Israel parece contar com o popular Barguti como possível futuro líder dos palestinos – o que implicaria, algum dia, sua libertação.

Para UE, Hamas é organização terrorista

Israel tentou de várias maneiras impedir a participação do Hamas na eleição. Fontes oficiais dão conta de que uma vitória dos islâmicos – por mais improvável que seja – bloqueará qualquer possibilidade de trabalho conjunto.

O mesmo aconteceria se um Fatah enfraquecido coligasse com o Hamas: Israel não aceitaria negociar com um governo palestino em que um dos parceiros de coalizão pratica atentados e não reconhece a existência de Israel.

Neste aspecto, Tel Aviv aposta no apoio ocidental, dos Estados Unidos e União Européia, que oficialmente consideram o Hamas uma organização terrorista. O governo israelense tem a esperança de que um governo palestino com participação do Hamas seja boicotado por ambos.

Europa participa com observadores

Palästina Wahlen Wahlbeobachter EU Auto

Monitores da União Européia acompanham a votação

Cerca de 1,4 milhão de eleitores tem direito de voto. O pleito está sendo acompanhado por quase 20 mil observadores locais e 950 do exterior. Entre eles, estão nove deputados da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa (Pace) e 260 pessoas enviadas pela União Européia.

Após as eleições para o Parlamento, em 1996, e para a presidência palestina, em 2005, houve uma série de acusações de fraude eleitoral. Os observadores, no entanto, disseram que o número de infrações fora baixo. "Ambas as eleições palestinas transcorreram muito bem", observou o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, chefe da equipe de monitores internacionais.

Leia mais