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Mundo

Europeus suspendem fornecimento de armas a Israel

Alemanha, França e Inglaterra começam embargo sem anúncio oficial. Conflito só pode ser resolvido com pressão externa, diz Schröder. Alemanha dispõe-se a integrar eventual tropa de paz da ONU para o Oriente Médio.

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Tanques israelenses em Ramallah

A Alemanha e outros países da Europa Ocidental suspenderam ou adiaram o fornecimento de armas, equipamentos e peças de reposição militares para Israel. Segundo informação da imprensa israelense, o embargo começou sem uma decisão oficial. O boicote teria sido forçado pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, para impedir que as armas fornecidas pelos europeus sejam usadas nos territórios palestinos ocupados.

A França e a Inglaterra também participam do embargo. O governo alemão já não autoriza o fornecimento de armas e equipamentos e peças de reposição ao exército israelense desde dezembro de 2001. O ministro da Defesa de Israel, Benjamin Ben-Elieser, teria enviado uma carta de reclamação a Fischer.

Tropa de paz - O ministério da Defesa israelense também teria cogitado criticar publicamente a Alemanha, considerando seu passado nazista. O embargo alemão atinge principalmente peças de substituição para o motor e a transmissão dos tanques Merkawa, usados na ofensiva israelense na Palestina.

O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, acredita que a paz no Oriente Médio só será possível via pressão externa. Ele não descarta, a princípio, a participação do exército alemão numa missão de paz na Terra Santa. "Se houver chance de um acordo de paz, deve-se considerar também o uso de meios militares no âmbito de uma solução da ONU, para separar as partes em conflito", disse Schröder, nesta segunda-feira (8), no congresso dos comandantes das forças armadas alemãs, em Hanôver.

Controvérsia - A proposta de Schröder gerou divergências na oposição. O especialista da CDU em assuntos de defesa, Paul Breuer, não descarta a participação alemã numa eventual missão de paz da ONU. Já o líder da bancada democrata-cristã no Parlamento, Friedrich Merz, é contra o envio de soldados alemães ao Oriente Médio, "na situação atual". Ele pede que se dê prioridade a iniciativas políticas.

A União Européia avalia também a possibilidade de aplicar um boicote econômico contra Israel, para forçar um cessar-fogo imediato no conflito com os palestinos (veja link abaixo).

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