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Mundo

Europeus assumem comando de tropas no Afeganistão

Tropas multinacionais de elite da Otan assumem o comando das forças de segurança da ONU no Afeganistão. O maior desafio será garantir a segurança durante as eleições presidenciais no país em outubro próximo.

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Soldados da Eurocorps embarcam rumo ao Afeganistão

"Estamos muito bem preparados", afirma o general francês Jean-Louis Py, que passa a coordenar, pelos próximos seis meses, sete mil soldados de 33 países, que formam a Isaf (Força Internacional de Segurança das Nações Unidas), responsável por manter a segurança no Afeganistão. É a primeira vez que as tropas Eurocorps saem dos domínios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para atuar em outras regiões.

Nervosismo – "Nossa principal tarefa é a segurança das eleições presidenciais em nove de outubro próximo", afirma Hans Haegdosens, porta-voz da Eurocorps, da qual fazem parte soldados da Alemanha, França, Bélgica, Espanha e Luxemburgo, sob coordenação teuto-francesa.

O novo comando espera um aumento sensível da tensão no país durante as eleições. Para a ocasião, a Otan aprovou uma ampliação temporária das tropas de elite, que deverão contar com até dez mil soldados. "A situação está, no momento, relativamente tranqüila, mas isso pode mudar a qualquer momento, pois as pessoas estão nervosas por causa das eleições. Nós continuamos atentos a possíveis atentados", afirma o comandante francês Py.

As preparações para o envio das tropas de elite ao Afeganistão começaram já em fevereiro último. Por duas semanas, os soldados participaram de um treinamento especial na Noruega, durante o qual foram simulados conflitos armados. "Quando, por exemplo, recebe-se uma mensagem de que uma de nossas patrulhas está sendo atacada, todo segundo conta. A meta desses exercícios foi otimizar a eficiência da nossa estrutura de comando. Temos que reagir rapidamente a qualquer tipo de situação", comenta Haegdosens.

Der kommandierende General des Eurokorps Py, ISAF

General francês Jean-Louis Py, comandante da Eurocorps

Transição gradual – A transição do comando não será tampouco instantânea. "A mudança deve perdurar até fins de agosto. A demora se dá porque temos que trocar muitas informações, inclusive no que diz respeito ao tráfego áereo, praticamente ininterrupto. Também, como não podemos começar a atuar sem estarmos preparados, vamos entrando no palco passo a passo", analisa Py.

O novo comando das tropas da Isaf tem ainda como objetivo ampliar a zona de proteção para além das fronteiras de Cabul e Cunduz. O objetivo inicial das tropas foi garantir a estabilidade política no país sob o governo de transição. A tarefa vem sendo desempenhada nas regiões de Cabul e Cunduz, enquanto o resto do país continua nas mãos dos chamados warlords.

Várias organizações de ajuda humanitária que atuam no Afeganistão apontam a necessidade de uma participação ainda maior das forças estrangeiras. "Queremos que a ONU conceda mais poder e autonomia às forças estacionadas no Afeganistão", diz Christina Heitmann, porta-voz da organização alemã Care. "Para melhorar a segurança, é necessário que as tropas da Isaf participem mais, entre outras coisas, do desarmamento das milícias e policiem e protejam mais as estradas do país", conclui Heitmann.

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