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Mundo

Europeus advertem: EUA fazem mal à paz

A guerra no Iraque desgastou em muito a imagem dos Estados Unidos na Europa, como mostra pesquisa encomendada pela Comissão Européia. Mais de 16 mil pessoas foram entrevistadas nos países da comunidade.

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Ação militar não autorizada pela comunidade internacional

Mais da metade dos participantes considera que o governo americano ameaça a paz mundial. Especialmente críticos despontam os entrevistados na Alemanha, França e Bélgica, cujos governos tentaram impedir na ONU e na Otan a operação militar. Nestes três países, dois terços rejeitam com veemência a conduta de George W. Bush. Na Alemanha, o conflito no Golfo Pérsico levou os jovens de 1 5 a 25 anos a temer uma nova guerra mundial.

Mas não é apenas na Bélgica, Alemanha e França que os cidadãos olham criticamente a política de Washington. Saltam aos olhos, por exemplo, os dados apurados na Grécia: 91% dos pesquisados acreditam que os EUA influenciam negativamente a paz no mundo. A bancada dos críticos inclui os austríacos, os finlandeses e os espanhóis.

Terrorismo, pobreza e meio ambiente

O governo americano perdeu credibilidade também em outro tema, segundo a pesquisa. Agora só uma minoria considera legítima a proclamada "luta contra o terrorismo". Os alemães, entretanto, não aparecem entre os principais expoentes desta opinião. Metade deles segue atribuindo papel importante aos Estados Unidos nesta campanha. Na Grã-Bretanha e na Holanda, o respaldo é ainda maior.

A imagem dos americanos na Europa igualmente sofreu em campos políticos zelados no Velho Continente. Mais da metade dos europeus avalia como negativa a influência dos EUA no combate à pobreza e na proteção à natureza. Certamente contribui para o desgaste a resistência do governo Bush em ratificar acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto para a redução das emissões dos gases do efeito estufa.

Política externa comum

A pesquisa apurou que os europeus cada vez mais mostram-se favoráveis a que a UE tenha uma política externa comum. Dentre os alemães, 80% manifestaram-se pela unificação da política de defesa e de segurança. Igual percentual deseja que os europeus defendam suas opiniões no cenário internacional independentemente da americana. A maioria dos cidadãos da UE apóia a criação de uma tropa própria de intervenção. Decisões militares deveriam no futuro ser tomadas no âmbito da União Européia e não da Otan.

Particularmente críticos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte são os gregos, belgas, alemães, finlandeses, austríacos e suecos. Surpreendeu que a imagem negativa da Otan também predomine em países que apoiaram a guerra no Iraque. A maioria dos britânicos, italianos e espanhóis quer uma política de defesa européia desligada de Washington.

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