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Mundo

Europa teme desintegração da Ucrânia

UE e Otan apelam pela preservação da integridade territorial ucraniana. Partidários do candidato pró-russo ameaçam com referendo sobre autonomia do leste do país. Corte suprema analisa acusações de fraude eleitoral.

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Kutschma, ao lado de Yanukovych: Ucrânia não pode se desintegrar

O chefe da Política Externa e de Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, e o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, apelaram nesta segunda-feira (29/11) para a preservação "da unidade" e da "integridade territorial da Ucrânia". Também o presidente, Leonid Kutschma, alerta para uma desintegração do seu país e sugere novas eleições.

Eles reagiram desta forma ao anúncio da administração de Donetsk, no leste da Ucrânia − bastião do primeiro-ministro pró-russo e vencedor contestado das eleições presidenciais, Viktor Yanukovych −, de que pretende organizar um referendo sobre a autonomia deste lado do país.

"A unidade da Ucrânia é essencial", declararam Solana e Jaap de Hoop Scheffer, em Bruxelas. O secretário-geral da aliança militar ocidental destacou ainda a "importância de preservar a integridade territorial" do país. A Corte Suprema da Ucrânia começou a analisar nesta segunda-feira (29/11) o pedido de anulação do pleito de 21 de novembro último. O pedido foi apresentado pela oposição, representada pelo candidato Viktor Yushschenko, que suspeitam de manipulação do pleito.

"Putin deve aceitar eventual mudança"

O candidato oposicionista Yushschenko quer novas eleições já a 12 de dezembro. Também o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, defendeu uma nova votação como "o caminho mais sensato" e exortou o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar uma eventual mudança no governo em Kiev.

Katrin Göring-Eckardt, líder da bancada verde no parlamento alemão, vê "sinais de uma virada na Ucrânia". Numa entrevista à DW-RADIO, ela conceituou como "passo importante" a decisão do parlamento ucraniano de rejeitar o resultado do segundo turno. A deputada integra uma comissão de políticos verdes do Bundestag e do Parlamento Europeu em visita a Kiev.

"Graves violações da lei eleitoral"

Contatos com a comissão eleitoral central na capital ucraniana lhe teriam dado a segurança de que a votação será repetida, disse Göring-Eckardt. "As pessoas deixam claro: queremos nossas eleições democráticas. Queremos um resultado honesto", acrescentou. A política alemã assegurou aos manifestantes o apoio da Alemanha ao movimento democrático, ao mesmo tempo em que apelou para que continuem "usando de meios pacíficos e mantenham a boa disposição".

No sábado, a Rada (parlamento ucraniano) decidiu não reconhecer o resultado do pleito de 21 de novembro, com o argumento de que no segundo turno do pleito presidencial teriam acontecido "graves violações da lei eleitoral".

Embora esta decisão não tenha validade legal, pode exercer influência sobre a Corte Suprema, que analisa as acusações de fraude a pedido da oposição. Em conseqüência, os deputados manifestaram sua desconfiança à comissão eleitoral e solicitaram a anulação do escrutínio. Por questões organizacionais, observadores não consideram viável a realização de um novo pleito ainda neste ano.

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