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Turismo

Europa sopra hálito jovem na entrada do século 21

Mesmo sob ameaça constante de terrorismo, Velho Continente mantém charme turístico de norte a sul, ostenta simpatia, bom-humor e se oferece como palco para "curtir a vida".

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Paris, a única vigiada por armas

Um clima cinzento, o frio na barriga e a incerteza pavoneavam no ar que um passeio pela Europa logo após o ataque terrorista a Londres, no começo deste mês, não seria uma boa idéia. Afinal, chefes de governo se reuniam a cada dia em uma de suas "capitais decisivas", e o exército tinha ido para as ruas, em Paris.

A onda de terror que abalara o mundo no começo deste século 21 e encobrira Madri em março do ano passado e Nova York em 2001, dizimando milhares de vidas, no entanto, se desfez logo no primeiro destino. Amsterdã, oásis do liberalismo, vive imersa em uma pintura à prova de bombas e oferece paisagens deslumbrantes.

O seu povo se mistura à multidão turista e esbanja carisma sob o sol do norte europeu. "Para que pensar em terrorismo? Estamos em Amsterdã, é verão, está calor e todos adoram a vida", agitava-se um guia que orienta visitantes num dos inúmeros tours por alguns dos 165 canais que cortam a cidade.

Touristenschiff unter Grachtenbrücke der Prinsengracht in Amsterdam

Boa idéia é explorar Amsterdã por seus canais

A capital holandesa com os seus mais de um milhão de habitantes é "obra viva" de Van Gogh. Ou Rembrandt, dois dos pilares da arte ocidental. Guarda centenas de museus em um pequeno espaço que abriga até um prédio com a história sobre o sexo. E outro sobre a maconha, produto de grande consumo em suas ruas.

Por ali é impossível se apegar às regras. Tudo muda de maneira constante, a cada momento. A cidade é libertária, liberal, ousada, tradicional, tolerante e leva ao extremo o significado da palavra globalização.

Sob armas

Bruxelas, principal cidade da pequena Bélgica, tornou-se um dos lugares mais seguros do mundo poucos dias após a explosão de bombas no metrô londrino.

"Temos hoje uma reunião importante aqui, a segurança reforçada é uma obrigação", explicava um oficial na região da prefeitura municipal, onde simultaneamente acontecia um concerto musical acompanhado por centenas de turistas. Despreocupados, aproveitando o sabor do chocolate local e o doce chá que ajuda a esquecer o calor do verão europeu.

Paris viveu dias semelhantes, com os seus "amantes" vigiados por metralhadoras e escopetas da força armada francesa. "Mas não se preocupe, aproveite a sua viagem sem medo. Não há motivos para pavor. Estamos resguardando as famílias, os turistas", disse um soldado.

Frases que garantem tranqüilidade para visitas aos high spots da cidade catalogados nos guias turísticos, e desnecessárias para uma caminhada a lugares menos badalados, como a Capela de Santa Catarina, na rue du Bac, a cerca de 20 minutos a pé de Notre Dame.

A entrada gratuita, como todas as igrejas na França, não é o único fator compensatório. Foi ali que Nossa Senhora apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré, até então uma simples jovem religiosa que aprendeu a devoção da Medalha Milagrosa.

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