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Alemanha

Europa saúda prisão de Saddam

Chanceler federal alemão Gerhard Schröder envia cumprimentos a George W. Bush pelo sucesso da operação que culminou com a captura do ex-ditador. Ministro Joschka Fischer crê em redução do terrorismo no país.

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Saddam nas mãos dos EUA após captura

O premiê alemão acentuou ainda suas expectativas de que o Iraque se estabilize após a captura de Saddam, lembrando que o ex-ditador foi responsável por "um sofrimento indescritível para o povo iraquiano e para toda a região. Espero que sua prisão fortaleça os erforços da comunidade internacional em prol da reconstrução e estabilização do Iraque", declarou Schröder.

Também o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, demonstrou satisfação com a prisão de Saddam. Fischer vê o momento como uma possibilidade de que o terrorismo se reduza, facilitando assim a reconstrução do país.

"Boa notícia" - Friedbert Pflüger, delegado da oposição democrata-cristã para assuntos ligados à política externa, afirmou que a prisão de Saddam “é uma das melhores notícias do ano. Enfim foi capturado o assassino, que, espero, terá que pagar uma dura pena pelo que fez”. Para o democrata-cristão, “a resistência dos seguidores fascistas de Saddam está agora quebrada”.

Pflüger defende ainda uma reaproximação entre Berlim e Washington, que deveriam tomar a prisão de Saddam como motivo para “deixar as diferenças para trás, em prol de uma estabilização e democratização do Iraque”.

Tony Blair - Reaktionen Saddam Hussein festgenommen

Tony Blair comenta captura de Saddam

"Vitória" - O premiê britânico Tony Blair declarou que a prisão de Saddam, oito meses após a tomada de Bagdá, "é uma vitória para o povo iraquiano. Com ela, a sombra do pesadelo de um retorno de Saddam deixa de pairar sobre. Esse medo chega ao fim". Em um pronunciamento transmitido pela televisão, George W. Bush afirmou que o combate ao terrorismo não termina com a captura de Saddam. "Não desisitiremos enquanto não vencermos", declarou.

Tribunal - Saddam Hussein deve ser julgado pelos crimes que cometeu desde os anos 60, tanto em território iraquiano quanto em toda a região do Golfo Pérsico. A tarefa caberá provavelmente a um tribunal especial para crimes de guerra no Iraque, cuja criação foi anunciada há pouco. Resta saber se este será conduzido única e exclusivamente pelas forças norte-americanas ou se a população iraquiana terá a oportunidade de acertar as contas com o ex-ditador.

Fantasma - Certamente seria muito prematuro e ilusório dizer que a prisão de Saddam poderá desmoronar completamente a resistência à presença norte-americana no Iraque. Mesmo assim, acredita-se que os planos de reconstrução do país poderão ser executados com maior facilidade sem o fantasma de um Saddam, que até este domingo (14) poderia reaparecer a qualquer momento.

Agora encerra-se, com um enorme espetáculo de mídia conduzido pelos EUA, a história daquele que, como descreve o diário alemão Süddeutsche Zeitung, "personifica não só um espírito do mal, mas mais de 20 anos de uma história terrível, na qual esteve envolvido um universo de amigos e inimigos, parceiros e adversários, cúmplices e não cúmplices".

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