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Mundo

Europa mantém alerta máximo contra terrorismo

Bélgica segue com buscas por mentor de célula jihadista, e suspeito preso na Grécia pode dar novas pistas. Por medo de ataques, manifestações "anti-islamização" são suspensas na Alemanha e na França.

A Europa segue em alerta máximo nesta segunda-feira (19/01), enquanto o suspeito de ser o mentor de uma célula jihadista na Bélgica continua solto. Na Alemanha e na França, autoridades proibiram marchas "anti-islamização".

Na sequência dos atentados na França e da

operação antiterrorismo na Bélgica

, os ministros europeus do Exterior se reúnem em Bruxelas para discutir medidas visando aumentar a cooperação entre países-membros da União Europeia no combate à ameaça representada por europeus radicalizados. O encontro desta segunda-feira serve de preparação para a cúpula dos líderes europeus dedicada à luta contra o terrorismo, em 12 de fevereiro.

Em meio ao clima ainda tenso, o segundo autor do ataque contra o semanário satírico francês Charlie Hebdo, Cherif Kouachi, foi enterrado discretamente neste sábado. Ele foi sepultado numa cova sem marcação, perto de Paris, na esperança de que o túmulo não se torne um local de peregrinação de radicais islâmicos.

Enquanto isso, o mentor por trás da célula extremista que conspirava para matar policiais belgas, identificado como Abdelhamid Abaaoud, segue em fuga dias após o grupo ter sido desmantelado por uma operação policial. O homem de 27 anos é de origem marroquina e se juntou à organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) na Síria.

As buscas, porém, podem ter avançado. Promotores belgas anunciaram que pedirão a extradição de um suspeito preso em Atenas, neste sábado, "que poderia estar ligado" à célula jihadista na Bélgica. O país

reforçou a segurança

e já colocou aproximadamente 150 soldados em pontos estratégicos.

Manifestações proibidas em Dresden

A polícia alemã, a

polícia proibiu a marcha do movimento "anti-islamização" Pegida

e outras manifestações ao ar livre previstas para esta segunda-feira na cidade de Dresden, alegando que havia uma "ameaça concreta" de ataque. Segundo o movimento, as ameaças vieram do EI, e, de acordo com a imprensa local, o líder do Pegida, Lutz Bachmann, seria o principal alvo.

As marchas do Pegida (sigla alemã para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente") têm ganhado força desde que começaram, em outubro, em Dresden. Na última segunda-feira, 25 mil pessoas participaram.

Os comícios anti-islã estão se espalhando para outros países europeus. Em Copenhague, por exemplo, a primeira manifestação do Pegida dinamarquês está marcada para esta segunda-feira. Organizadores disseram esperar aproximadamente 300 participantes.

Le Pen: "Autores de ataque são islamistas"

Na França, um tribunal francês impediu marchas de grupos anti-islamistas em Paris, alegando que eles estavam promovendo a islamofobia.

Enquanto isso, num artigo de opinião publicado no The New York Times, a líder da extrema-direita na França, Marine Le Pen, pediu que o governo francês classificasse os autores dos atentados de Paris como "islamistas".

"A França, terra da liberdade e dos direitos humanos, foi atacada em seu próprio território por uma ideologia totalitária: o fundamentalismo islâmico", escreveu Le Pen.

PV/dpa/afp

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