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Mundo

Europa em dúvida quanto a detalhes das tropas de paz

A formação de uma tropa multinacional para estabilizar o conflito no Oriente Médio foi um tema central durante a cúpula de emergência em Roma. No entanto, ainda não há planos concretos de como ela deveria funcionar.

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Morte de funcionários da ONU em ataque israelense abalou a comunidade internacional

A formação de uma tropa internacional de paz para conter a crise no sul do Líbano foi um dos temas centrais durante a conferência de emergência realizada pela ONU nesta quarta-feira (26/07) em Roma. Mas, por enquanto, ainda não há planos concretos sobre a natureza do mandato ou a dimensão da tropa.

Kofi Annan verlangt UN-Reform

Annan, secretário-geral da ONU, exige cessar-fogo imediato

A questão já havia sido levantada na semana passada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em visita a Bruxelas. Segundo seus planos, o contingente deveria ser maior que o atual número de observadores presentes no Líbano. "Essas tropas precisam de outro conceito e devem obter outro tipo de mandato do Conselho de Segurança", explica.

Segundo estimativas das Forças Armadas européias, uma tropa eficiente deveria conter entre 10 e 15 mil soldados. Antes de embarcar para Roma, o encarregado de Política Externa e Segurança Comum da União Européia, Javier Solana, afirmou que tal empreendimento seria inimaginável sem a participação de países europeus.

Por enquanto, a Turquia se predispôs, e o presidente Jacques Chirac admitiu em entrevista a um jornal francês que a França poderia até assumir um papel de liderança na operação. A participação da Alemanha ainda não está clara.

Otan ou EU na liderança?

No entanto, muitas questões ainda permanecem abertas. Deverão as tropas de paz garantir apenas uma zona de segurança na fronteira ou, como demanda Israel, participar ativamente do desarmamento do Hisbolá? Quem deverá assumir o comando das tropas: a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou a União Européia?

A liderança da Otan é tida em Bruxelas como improvável. Seu principal membro, os Estados Unidos, não quer enviar soldados e o Reino Unido também já negou a participação. Tampouco para a França a liderança da Otan seria uma opção. Segundo Chirac, a organização é vista no mundo árabe como um braço militar do Ocidente e, por isso, não apropriada.

NATO Generalsekretär Jaap de Hoop Scheffer

Secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer

Para seu secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, ainda é cedo para falar de detalhes concretos. Ele "não exclui nem garante nada" e alerta que primeiro seria preciso alcançar um cessar-fogo.

Mesmo a sugestão de alguns países da Otan de empregar a nova Força de Resposta da Otan (NRF), uma tropa multinacional de elite capaz de responder com rapidez, seria problemática – afinal, ela é composta em grande parte por alemães e um possível confronto com soldados israelenses é tido como questionável tendo em vista o passado alemão.

Mesmo assim, o ministro alemão das Forças Armadas, Franz Josef Jung, não descartou a participação da Alemanha. Outra opção ainda seria a utilização de soldados de países como a Rússia ou os vizinhos árabes.

Solana in Israel

Javier Solana (d) e a ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni

Já uma liderança da União Européia (UE) seria politicamente menos capciosa, mas a UE não parece interessada. Solana, no entanto, não descarta a possibilidade. Esta não seria uma tarefa fácil, mas ele acredita que "alguns membros estariam dispostos a contribuir com o essencial".

Nesse caso, especula-se que a base da operação seria fornecida pela França, Grécia e Itália. O problema é que, no momento, a UE já possui tropas no Afeganistão, nos Bálcãs e no Congo – o bloco só respirará mais aliviado no ano que vem, quando retirar as tropas estacionadas na Bósnia.

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