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Mundo

Europa busca passaportes roubados pelo EI

Jornal "Welt am Sonntag" diz que mais de dez mil documentos originais apreendidos pelo "Estado Islâmico" na Síria e no Iraque teriam sido comercializados no mercado negro e podem ter sido usados por terroristas.

Policiais europeus buscam passaportes sírios e iraquianos em mãos da organização extremista "Estado Islâmico" (EI), segundo reportagem publicada neste domingo (20/12) pelo jornal alemão Welt am Sonntag. Os documentos podem ter sido utilizados por dois dos terroristas que participaram dos atentados em Paris, no dia 13 de novembro.

Mais de dez mil passaportes originais em branco teriam sido capturados pelo EI após a conquista de cidades no Iraque e na Síria, informou o jornal, citando fontes de serviços de inteligência ocidentais.

A organização teria utilizado os passaportes para arrecadar dinheiro, vendendo-os por até 1.500 dólares no mercado negro. Autoridades de segurança temem que os documentos tenham sido utilizados por potenciais terroristas para entrar no continente europeu.

A reportagem do Welt am Sonntag cita Fabrice Leggeri, diretor da Frontex, a missão europeia de patrulhamento de fronteiras, afirmando que o fluxo migratório para a Europa é "incontrolável" e que "naturalmente, representa um risco de segurança".

Os agentes da Frontex realizam a verificação dos documentos para averiguar se são falsos ou roubados, mas, segundo Leggeri, não é possível garantir que os passaportes vindos de um país em guerra como a Síria tenham sido emitidos oficialmente.

Segundo o jornal alemão, uma fonte de serviço de inteligência estrangeiro teria encaminhado às autoridades alemãs uma lista dos passaportes em branco roubados pelo EI nas cidades sírias de Raqqa e Deir, além de regiões iraquianas como Anbar, Nínive e Tikrit.

As informações teriam sido transferidas para o banco de dados do Espaço Schengen, que estabelece a livre circulação entre os países europeus, para tentar evitar a infiltração de potenciais terroristas na Europa.

No final de novembro, autoridades francesas afirmaram que dois dos sete terroristas mortos durante os ataques em Paris não puderam ser identificados, apesar de portarem passaportes sírios. Os documentos comprovariam a entrada no continente dos jihadistas através da Grécia, em outubro.

Mais recentemente, a polícia austríaca prendeu dois suspeitos num abrigo de refugiados em Salzburgo, que carregavam passaportes da mesma remessa emitida em Raqqa.

RC/afp/rtr/dpa

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