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Mundo

Europa busca cooperação com países muçulmanos na luta contra o terrorismo

Ministros do Exterior discutem maneiras de fortalecer troca de informações sobre jihadistas que retornam ao continente e defendem compartilhamento de dados de passageiros aéreos. Para Liga Árabe, colaboração tem limites.

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Ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, e o colega finlandês Erkki Tuomioja

Depois dos recentes atentados em Paris, a Europa busca uma maior cooperação com países muçulmanos para combater a crescente ameaça de ataques islâmicos no continente. Em encontro realizado nesta segunda-feira (19/01), em Bruxelas, vários ministros europeus do Exterior disseram ser favoráveis a um maior intercâmbio com países do Oriente Médio e do Norte da África, além da Turquia.

Enquanto tropas belgas patrulhavam as ruas em torno da sede da União Europeia (UE), em Bruxelas, o foco dos 28 Estados-membros estava voltado a formas de evitar que cidadãos europeus radicalizados na Síria ou no Iraque retornem à Europa.

A meta das conversações seria estabelecer "um maior intercâmbio com Estados do mundo muçulmano", disse o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier. O ministro do Exterior belga, Didier Reynders, defendeu mais troca de informações sobre jihadistas que podem retornar à Europa.

De acordo com estimativas da Europol (agência policial europeia),

entre 3 e 5 mil europeus viajaram para a Síria ou o Iraque

para se unirem a fileiras jihadistas. Por terem experiência de combate e estarem preparados para cometer atentados, eles são visto pelas autoridades europeias como uma ameaça.

A chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, salientou que a cooperação com países árabes precisa ser fortalecida. "O terrorismo está se espalhando por muitas partes do mundo, principalmente em países muçulmanos. Precisamos trocar mais informações e trabalhar em conjunto", afirmou.

Dados de passageiros e financiamento

Reynders também pediu ao Parlamento Europeu que este aprove uma controversa proposta de compartilhamento de dados de passageiros aéreos entre países europeus.

Seu homólogo britânico, Philip Hammond, seguiu a mesma linha e exigiu "medidas específicas que ajudem a garantir a nossa segurança", incluindo o

registro de dados dos passageiros

. A proposta, discutida há anos, foi vetada pelo Parlamento Europeu por ponderações a respeito da privacidade.

O ministro das Relações Exteriores da Holanda, Bert Koenders, por sua vez, pediu que seja dada maior atenção ao financiamento dos islamistas. "Precisamos secar as fontes de financiamento de grupos como o 'Estados Islâmico' (EI)", afirmou.

"Cooperação tem limites"

Nabil Al-Arabi, secretário-geral da Liga Árabe, também participou do encontro em Bruxelas. Ele disse que "todos os países do mundo estão sofrendo com o terrorismo", mas ressaltou que "a cooperação entre Estados tem limites, principalmente se afetar a situação interna de um país, quanto às liberdades, por exemplo".

Em países muçulmanos, o fato de a UE criticar regularmente a situação dos direitos humanos e civis é motivo de desaprovação.

Muitos dos ministros do Exterior europeus se reunirão novamente nesta quinta-feira, em Londres. Na capital britânica, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, mediará negociações entre cerca de 20 países, incluindo Estados árabes, sobre esforços compartilhados para desmantelar o EI.

PV/afp/dpa

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