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Mundo

Eurogrupo não chega a acordo sobre ajuda à Grécia

Após atravessar madrugada, reunião de ministros das Finanças do Eurogrupo volta a ser encerrada sem consenso sobre solução para a Grécia. Novo encontro foi marcado para segunda-feira.

"A Grécia fez seu papel. Agora temos que fazer o nosso." A frase do chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reflete o consenso hoje compartilhado por todos os ministros das Finanças da zona do euro em relação às reformas e ao programa de austeridade implementados por Atenas. Mas faltou uma decisão sobre a liberação da próxima parcela do programa de resgate de mais de 30 bilhões de euros. Depois de quase 12 horas de negociações madrugada adentro, Juncker foi obrigado a anunciar, na manhã de quarta-feira (21/11), a suspensão temporária das conversas.

"Devido à complexidade das questões discutidas, não encontramos uma solução conclusiva. Por isso, vamos nos encontrar novamente na segunda-feira", informou o ministro alemão da Finanças, Wolfgang Schäuble. Já é a segunda vez que isso acontece. Na segunda-feira da semana passada, os ministros das Finanças e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, não conseguiram avançar muito.

A liberação da parcela em si não é o problema, e sim novas lacunas de financiamento. Afinal, uma coisa é clara: a Grécia enfrenta uma recessão tão profunda e longa, que vai demorar a se recuperar financeiramente. No entanto, mais tempo significa também mais dinheiro, dinheiro que também deve vir dos credores.

Esta lacuna de financiamento deve ser fechada. O comissário para Assuntos Monetários da UE, Olli Rehn, tinha dito antes do início das negociações ser importante "remover as incertezas que ainda pairam sobre a Grécia, e, consequentemente, sobre a zona do euro − sobretudo, para incentivar investimentos, tão necessários ao crescimento econômico e à criação de empregos na Europa."

Wolfgang Schaeuble EU Finanzministertreffen

Schäuble nega desavença com FMI

Duas lacunas

Na verdade, não há só uma, mas duas lacunas de financiamento. Uma delas é criada no momento em que a Grécia receber mais dois anos de prazo, ou seja, até 2016 para reduzir seu déficit orçamental abaixo da marca de 3%. Até 2014, seriam necessários de 13 bilhões de euros, enquanto que até 2016, quase 33 bilhões de euros. A segunda lacuna apareceria caso Atenas também tenha o prazo estendido até 2022, em vez de 2020, para reduzir sua dívida total e chegar a um nível de endividamento de no máximo 120% do seu Produto Interno Bruto (PIB).

Os países do euro estariam prontos a fazer esta concessão. Mas Lagarde afirmou publicamente na semana passada ser contrária a essa ideia. Mesmo assim, o ministro alemão das Finanças não quis admitir haver um conflito. "Não tenho desavença alguma com o FMI. O FMI tem suas próprias condições sobre o que pode ser viável ​​e o que não pode", argumentou Schäuble.

Limites

O que ainda não se sabe é de onde virá tanto dinheiro adicional. "Todos têm que concordar em passar de seus limites", apelou na véspera o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici. Já sua colega austríaca, Maria Fekter, é uma das figuras conhecidas por deixar claros seus limites. E desta vez, não foi diferente. "Não serão concedidas mais verbas adicionais, porque ficaria difícil explicar isso aos nossos contribuintes", ressaltou.

Christine Lagarde

Lagarde quer que Estados credores perdoem parte da dívida grega

O governo alemão também não simpatiza com a ideia de ter de liberar mais fundos para um terceiro pacote de resgate para a Grécia. Também um perdão da divida por parte dos governos, como pede Lagarde, é algo impensável para alguns países credores. Mas a preocupante situação financeira da Grécia e o desejo do Eurogrupo de manter a união monetária a qualquer custo podem, a longo prazo, tornar essa opção a única saída. Para o comissário Olli Rehn, os ministros da Finanças parecem estar tendendo ligeiramente para essa conclusão. "Devemos estar prontos para, se necessário, tomar outras decisões nos próximos anos que dêem à Grécia uma sustentabilidade adequada para sua dívida."

Tais frases podem ser ditas facilmente por um comissário da UE. Mas para os ministros, essa questão é politicamente muito delicada. Eles querem evitar a todo o custo a impressão de que o dinheiro público está sendo derramado em um saco sem fundo. Entretanto, é uma incógnita se as questões de financiamento pendentes serão resolvidas até segunda-feira. Elas não devem ser abordadas na cúpula sobre o orçamento plurianual da UE, agendada para quinta e sexta-feira. Mas o clima pesado certamente vai se refletir na reunião.

Autor: Christoph Hasselbach (md)
Revisão: Francis França

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