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Mundo

Eurogrupo elege Mário Centeno como presidente

Ministro das Finanças de Portugal terá o trabalho de impulsionar, a partir de janeiro, reformas necessárias ao bloco da moeda única. Novo pacote de ajuda à Grécia também deverá logo entrar na agenda.

Mário Centeno

Mário Centeno construiu sua carreira no Banco de Portugal

O ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, foi eleito nesta segunda-feira (04/12) o novo presidente do Eurogrupo, o fórum de ministros de Economia e Finanças da zona do euro. Ele terá o trabalho de impulsionar reformas necessárias em todo o bloco da moeda única.

O socialista português assumirá o cargo por um período de dois anos e meio, e substituirá o ex-ministro de Finanças holandês Jeroen Dijsselbloem, cujo mandato termina em 13 de janeiro de 2018.

Centeno disse que é uma "honra" assumir o cargo pela "relevância da tarefa", que terá como foco "preparar melhor" as economias dos países da zona do euro para o futuro.

"Eu só serei o presidente do Eurogrupo, pois o grande trabalho deve ser feito por todos os Estados-membros do euro, a Comissão [Europeia] e todas as instituições europeias. Estou pronto para trabalhar com elas para formar consenso", disse Centeno.

O ministro português agradeceu Dijsselbloem pelo trabalho durante seus cinco anos de mandato e afirmou que está ansioso para janeiro de 2018, quando tomará posse e presidirá sua primeira reunião do Eurogrupo, no dia 22.

Os presidentes do Eurogrupo tiveram papel especial principalmente durante os anos tumultuados durante a crise da dívida da zona do euro e as negociações de resgate financeiro à Grécia, quando os ministros do bloco europeu enfrentaram a árdua tarefa de salvar a moeda do euro, que estava próxima do colapso.

A primeira tarefa de Centeno será a de impulsionar reformas da zona do euro, que os ministros vão discutir durante um jantar nesta segunda-feira. As reformas fazem parte de esforços mais amplos estimulados pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para buscar uma integração mais profunda após a decisão do Reino Unido de deixar o bloco europeu.

O terceiro pacote de resgate à Grécia deverá também chegar rapidamente à agenda, já que Atenas espera um alívio da dívida por parte de seus parceiros da zona do euro no próximo ano, algo que a Alemanha acredita não ser necessário. 

Votação vencida no segundo turno

Centeno derrotou, no segundo turno de uma votação secreta, o ministro das Finanças de Luxemburgo, o liberal Pierre Gramegna, enquanto os outros dois candidatos ao cargo, o titular de Finanças eslovaco, Peter Kazimír, também socialista, e a ministra da Letônia, Dana Reizniece-Ozola, se retiraram da disputa após a primeira rodada de votação.

Para chegar ao cargo, os candidatos deveriam conseguir maioria simples, ou seja, dez dos 19 votos em uma eleição na qual o voto de cada país tinha o mesmo peso, independentemente de sua população ou tamanho.

Centeno, de 50 anos, é ministro das Finanças de Portugal desde 2015 e chegou a essa eleição com boas chances após ter contribuído para a recuperação da economia portuguesa. Ele é creditado por restaurar parte do poder de compra perdido pelos portugueses durante a crise e o socorro dado ao país em 2011, sem recorrer a gastos excessivos.

Com o título de doutor em Economia pela Universidade de Harvard, nos EUA, e considerado "liberal" nos círculos acadêmicos por suas teses sobre o mercado de trabalho, Centeno desenvolveu toda a sua carreira no Banco de Portugal.

O cargo de presidente do Eurogrupo, exercido em tempo parcial, é um dos mais estratégicos da União Europeia. Centeno será o terceiro presidente deste fórum depois de Jean-Claude Juncker, primeiro a ocupar o cargo entre 2005 e 2013, e Dijsselbloem, que exerceu dois mandatos de 2013 a 2018.

FC/efe/afp

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