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Economia

Eurogrupo discute fundos para Grécia, Espanha e Portugal

Ministros da zona do euro em Luxemburgo repreenderam gregos, elogiaram portugueses e deram crédito a bancos espanhóis. Decisão sobre próxima parcela de ajuda à Grécia depende de relatório a ser apresentado em novembro.

Na reunião dos 17 ministros das Finanças da zona do euro nesta segunda-feira (08/10), em Luxemburgo, foi adiada mais uma vez a apresentação do relatório de auditoria da troica formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a Grécia.

Como a coalizão de governo em Atenas não consegue chegar a um consenso com a troica sobre medidas para tapar o atual buraco orçamentário, o relatório dos especialistas internacionais não pode ser concluído. Sem o relatório, não é possível decidir se a Grécia receberá a próxima parcela de créditos de ajuda no valor de 31 bilhões de euros, afirmou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

"Nós concordamos em não especular", disse Schäuble. Segundo o ministro, a viagem da chanceler federal alemã, Angela Merkel, a Atenas nesta terça-feira não está diretamente ligada ao relatório postergado. "A chanceler federal não é a troica. Merkel visita a Grécia assim como vai a muitos outros países europeus", declarou o político em Luxemburgo.

À espera do relatório

Spain's Economy Minister Luis de Guindos (L) talks with his Luxembourg counterpart Jean-Claude Juncker (R) during a meeting of the Board of Governors of the European Stability Mechanism (ESM) ahead of a eurozone finance ministers meeting in Luxembourg October 8, 2012. Euro zone finance ministers will launch their 500 billion euro permanent bailout fund on Monday, putting in place a major defence against the debt crisis that now threatens Spain. The fund, called ESM, will be used to lend to distressed euro zone sovereigns in return for strict fiscal and structural reforms that aim to put economies that have lost investor trust back on track. REUTERS/Yves Herman (BELGIUM - Tags: BUSINESS POLITICS)

Ministro espanhol Guindos e Juncker, em Luxemburgo

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, havia alertado em uma entrevista ao jornal alemão Handelsblatt no último fim de semana que seu país estaria completamente falido no final de novembro, caso os créditos de ajuda não fossem liberados. Na reunião do Eurogrupo em Luxemburgo, o ministro das Finanças grego, Ioannis Stournaras, pediu novamente por mais tempo para o seu país e por uma extensão dos créditos. Ele não recebeu nenhuma garantia direta.

Entretanto, o ministro das Finanças de Luxemburgo, Luc Frieden, parte do princípio de que, no final, a Grécia será ajudada de alguma maneira. "A Grécia também continua na zona do euro. E acredito que assim permanecerá. Precisamos fazer este trabalho com seriedade. Se há problemas in loco, como é o caso da Grécia, então precisamos esperar até termos relatórios verificáveis", disse Frieden.

O chefe do grupo europeu de consultoria para a Grécia, Horst Reichenbach, anunciou em Bruxelas ter pouca esperança com relação ao setor bancário grego. A oferta de crédito das empresas de médio porte não seria suficiente, considera Reichenbach, que assessora o governo grego em nome da Comissão Europeia. Por outro lado, ele vê progressos quanto à dívida fiscal do país.

Espanha não quer dinheiro para orçamento

Enquanto isso, o ministro das Finanças espanhol, Luis de Guindos, negou as especulações de que a Espanha estaria prestes a pedir ajuda ao recém-criado Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) para financiar seu orçamento.

Schäuble também acredita que a Espanha seja capaz de superar a lacuna financeira com as próprias forças. "Eu sempre presto atenção no que o próprio governo espanhol diz. E confirmo que isto é verdade: o governo espanhol diz que não precisa de um pacote de ajuda. A Espanha está fazendo todo o possível quanto à política econômica e às reformas estruturais. A Espanha tem um problema com os bancos por conta da bolha imobiliária dos últimos anos", afirma.

O governo espanhol enfrenta desemprego recorde, um recuo da economia e crescentes protestos. Porém, os custos dos empréstimos através de títulos de governo ao longo de dez anos caíram para 5,69%, um valor tolerável.

Erik Nielsen, economista-chefe da sucursal do banco Unicredit em Londres, escreveu em uma análise que os problemas com as decisões na Espanha provavelmente seguiriam por mais um mês. Os espanhóis pediriam ajuda financeira somente se os juros para títulos de governo subissem, disse.

Ajuda para os bancos espanhóis

German Finance Minister Wolfgang Schaeuble gestures during a news conference in Berlin, Germany, Wednesday, June 27, 2012. (Foto:Gero Breloer/AP/dapd)

Schäuble: "A Espanha está fazendo todo o possível"

Depois de Guindos ter apresentado um plano convincente para a reforma do setor bancário espanhol, os demais países do euro estão dispostos a financiar o Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (Frob) espanhol. Os primeiros pagamentos deverão ser efetuados no final de novembro, através do novo MEE.

Em meados deste ano, os países do euro já haviam liberado aos espanhóis um crédito de 100 bilhões de euros. Porém, os detalhes permaneceram em aberto. De acordo com cálculos próprios, a Espanha precisa inicialmente de apenas 60 bilhões de euros para impedir a falência de seus bancos.

Ainda não há um resgate direto dos bancos através do MEE, sem que o Estado espanhol seja sobrecarregado com empréstimos. Schäuble ressalta que a condição para um socorro aos bancos é uma supervisão bancária europeia central, que deverá entrar em vigor apenas a partir de janeiro de 2013.

Troica elogia Portugal

Depois de um relatório positivo da troica sobre Portugal, os ministros do Eurogrupo deram, nesta segunda-feira, luz verde para a liberação dos próximos créditos de ajuda ao país. Na quinta visita a Portugal, os especialistas da troica verificaram avanços, disse o chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

Com fundos da União Europeia e do FMI, os portugueses deverão receber um total de 4,3 bilhões de euros até o final de outubro. Ao mesmo tempo, os credores concederam a Portugal mais um ano de prazo para reestruturar seu orçamento.

Autor: Bernd Riegert (lpf)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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