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Economia

Eurogrupo alerta que "tempo está correndo" para a Grécia

Encontro de ministros europeus de Finanças em Riga termina sem acordo. Eles voltam a cobrar avanços na proposta grega de reforma para que recursos sejam liberados e Atenas consiga evitar a insolvência.

Os ministros de Finanças do Eurogrupo alertaram o governo da Grécia nesta sexta-feira (24/04) que a ajuda financeira ao país não será liberada enquanto "avanços significativos" no plano grego de reforma econômica não forem implementados.

Durante encontro do Eurogrupo em Riga, os europeus usaram palavras duras para cobrar o ministro grego de Finanças, Yanis Varoufakis, a apresentar uma proposta dentro do esperado pelos credores internacionais.

O presidente do grupo, Jeroen Dijsselbloem, descartou qualquer chance de liberação de recursos sem que haja acordo sobre as reformas. Segundo Dijsselbloem, ainda há "enormes diferenças" entre a atual proposta de Atenas e as condições impostas pelos credores internacionais para repassar os 7,2 bilhões de euros restantes.

"É necessária uma lista compreensível e detalhada de reformas", afirmou o presidente do Eurogrupo após a reunião. "E estamos cientes de que o tempo está correndo", disse. O prazo para que a Grécia entregue a lista de reformas, garanta o repasse de recursos e evite a bancarrota se encerra no fim deste mês.

O encontro na capital da Letônia durou pouco mais de uma hora – um reflexo da frustração dos participantes diante da falta de avanços. "Estamos perdendo muito tempo. Decisões precisam ser tomadas", afirmou o ministro austríaco de Finanças, Joerg Schelling.

Um dos participantes chegou a dizer que talvez os governos já devam se preparar para um plano B caso a Grécia declare insolvência.

Varoufakis, no entanto, deixou o encontro insistindo que um acordo "ocorrerá rapidamente", por ser "a única opção" com a qual a Grécia conta.

O próximo encontro dos ministros de Finanças está marcado para 11 de maio – um dia antes da data marcada para que a Grécia faça o pagamento de uma das parcelas da dívida, no valor de 750 milhões de euros, ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

MSB/rtr/dpa/ap

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