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Eurocopa

Eurocopa teve vários saldos positivos

Campeonato europeu foi marcado pelo bom futebol, queda em massa dos favoritos, dança de treinadores, o brilho de jovens talentos e por um herói alemão para os gregos.

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O cobiçado troféu

Até os telespectadores alemães, que a priori não tinham mais por quem torcer — afinal, sua seleção decepcionou ao cair já na primeira fase — lamentam o fim da Eurocopa. Ao menos, era certo poder assistir, quase todas as noites, a um show de bola como há muito não se via.

Os espetáculos futebolísticos das últimas três semanas garantiram ao campeonato europeu em Portugal, disparado, o título de melhor Eurocopa de todos os tempos, em termos de entretenimento e emoção. A harmonia das torcidas, muitas cores e calor deram ainda mais brilho ao evento.

Euromaxx 21.06.2004 Fragebogen

Beckenbauer

"Foi uma Eurocopa sensacional. Quase todas as equipes jogaram para a frente, o que resultou em partidas muito boas", sentenciou o "Kaiser" Franz Beckenbauer na capital portuguesa. A Alemanha, vice-campeã mundial, não correspondeu às expectativas e voltou para casa, sem nenhuma vitória, após a primeira fase.

Também os gigantes do futebol Itália e Espanha tiveram de fazer as malas depois de três jogos. Nas quartas-de-final, despediram-se então a França, campeã anterior, e a Inglaterra, berço da modalidade.

Dança dos técnicos

Show de quedas, também, no banco dos treinadores. Depois da despedida do alemão Rudi Völler, saíram Giovanni Trapattoni (Itália), Inaki Saez (Espanha), Jacques Santini (França), Plamen Markov (Bulgária), Otto Baric (Croácia) e Tommy Söderberg (auxiliar de Lars Lagerbäck, da Suécia). Dick Advocaat, da Holanda, pode seguir o mesmo caminho esta semana.

Após o choque da derrota na estréia da Eurocopa, em casa, Portugal viveu momentos de glória até a final. Foi o melhor resultado do futebol português numa competição deste porte. Pena para a geração de ouro, de Figo & cia., que perdeu assim a última oportunidade de conquistar um título.

Otto Rehhagel Porträtfoto

Rehhagel

A festa maior acabou sendo dos gregos, zebra absoluta do campeonato. O técnico alemão Otto Rehhagel, já antes da final um herói nacional na Grécia, conseguiu dar forma a uma equipe sem estrelas, caracterizada pela disciplina e a marcação cerrada. Com um forte esquema defensivo, mas sem jogos de grande brilho, a máquina grega despachou a França, ex-campeã, e a República Tcheca, até então invicta.

Para Franz Beckenbauer, o mau resultado dos favoritos deve-se sobretudo às grandes expectativas em relação aos seus super-astros. "É claro que depois de 70 ou 80 jogos, este pessoal esteja cansado. E de jogadores cansados não se pode esperar atuações brilhantes", ressalta o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo de 2006.

Show de jovens talentos

Por questões de idade, muitos ídolos do futebol internacional provavelmente não serão mais vistos em grandes campeonatos. Mas a nova geração já mostrou do que é capaz. O mais novo dos grandes talentos que brilharam nos estádios portugueses foi Wayne Rooney, de 18 anos, da seleção inglesa. Destaque ainda para Cristiano Ronaldo (19, Portugal), Milan Baros (22, República Tcheca) e Arien Robben (20, Holanda).

O suíço Johan Vonlanthen entrou para a história da Eurocopa como o jogador mais jovem a fazer um gol. Quando ele igualou o placar para 1 x 1, no jogo contra a França, tinha 18 anos, quatro meses e 21 dias de idade, três meses a menos que Rooney quando fez o 3x0 nos suíços.

Entre os momentos inesquecíveis desta Eurocopa ficaram os dois gols de último minuto de Zinedine Zidane na partida contra a Inglaterra (2x1). Ou ainda o duelo entre a República Tcheca e a Holanda (3x2), sem esquecer o emocionante final por pênaltis entre Portugal e Inglaterra (6x5 após a prorrogação por 2x2).

Na ponta do lápis

Fans vor dem Spiel Portugal gegen England bei der EM 2004

Os êxitos não ficaram só dentro do campo. Um dos critérios que determinou a escolha do país-sede, em 1999, deu resultado. Na época, pretendeu-se melhorar a infra-estrutura de Portugal, o que acabou sendo concretizado com seis novos estádios e outros quatro reformados, por 800 milhões de euros.

97% dos 1,2 milhões de ingressos para os jogos foram vendidos e os gastos no valor de 80 milhões de euros não só foram compensados, como o empreendimento deu lucro. É o que dizem os responsáveis pela joint venture Euro 2004, com a participação da Uefa, da confederação portuguesa e do Estado português. A experiência adquirida será aplicada agora na próxima Eurocopa, em 2008, um empreendimento conjunto da Áustria e da Suíça.

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