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Economia

Euro não contribuiu para inflação anual de 2,1% em janeiro

A inflação anual aumentou na Alemanha de 1,7% em dezembro de 2001 para 2,1% em janeiro. O aumento, contudo, não se deve à nova moeda que começou a circular em 1º de janeiro.

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Frutas e verduras encareceram

A circulação do euro não encareceu o custo de vida na Alemanha. A taxa anual de inflação foi de 2,1% em janeiro (contra 1,7% em dezembro). O aumento dos preços em relação a dezembro de 2001 foi de 0,9%, informou o Departamento Federal de Estatísticas, nesta quinta-feira, em Wiesbaden, com base em cálculos provisórios.

Os preços das frutas, verduras e o aumento dos impostos foram os principais responsáveis pela carestia. Para a Federação Alemã do Comércio Varejista (HDE) e a Confederação de Câmaras da Indústria e Comércio (DIHK), ficou demonstrado que o euro não levou a um aumento geral de preços.

Impostos e alimentos encareceram custo de vida

As frutas e verduras tornaram-se mais caras devido ao rigor do inverno no Sul da Europa. Calcula-se que elas contribuíram para a inflação com 0,4%. Idêntica porcentagem ficou por conta dos aumentos de impostos sobre tabaco, gasolina e energia. Excluindo-se esses fatores, teria havido um aumento mensal da inflação de 0,1% e a taxa anual em janeiro seria de 1,6%. Esses dados permitem concluir "que a transição para o euro, no início de janeiro, não influenciou consideravelmente o índice geral de preços na Alemanha", constatou o departamento, que publicará uma análise especial sobre a introdução do euro e seus efeitos sobre os preços no final de fevereiro.

Alemães culpam o euro

Não obstante, muitos alemães estão convencidos de que a mudança do marco para o euro provocou uma alta de preços. As centrais de defesa do consumidor informaram, esta semana, haver recebido milhares de queixas desde o início do ano. Uma pesquisa entre executivos, realizada para o diário econômico Handelsblatt, revelou que 44% têm a impressão de que os preços subiram em geral. Outros 40% acham que houve apenas aumentos isolados de alguns preços.

O comércio não abusou

Robert Weitz, da federação do comércio, afirma, com base nos dados de Wiesbaden: "O aumento do índice de inflação em janeiro ficou por conta dos prestadores de serviços e do Estado. O comércio não se aproveitou da mudança de moeda para subir os preços".

Para a DIHK, por sua vez, "a acirrada concorrência nos mercados não permitiu um forte aumento de preços". A confederação das câmaras aconselhou que se use como indicador somente o índice do custo de vida do Departamento Federal de Estatísticas. Este toma por base uma cesta de produtos representativos da consumo dos domicílios privados. Não teriam nenhuma base científica outras tentativas de constatar o efeito do euro, observando-se o preço de alguns produtos escolhidos de forma aleatória.

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