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Economia

Euro: copie e gaste

As notas de euro falsas tornaram-se tão perfeitas que nem os bancos conseguem identificá-las. Sede principal dos falsários é o Leste Europeu, e a Alemanha seu portão de entrada predileto.

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Falso ou verdadeiro?

O setor do dinheiro falso levou mais ou menos um ano para examinar bem a nova moeda única européia, o euro, e fazer as primeiras provas de impressão. Mas agora, as notas falsas circulam com uma fluência surpreendente. Primeiro vieram as cédulas de 50 euros. Agora, as de 100 estão invadindo o mercado.

O número de apreensões nos doze países da União Monetária cresceu 59%, entre o primeiro e o segundo semestre de 2003, perfazendo um total de 55.187 cédulas e 26.191 moedas. Essas cifras estão apenas 20% abaixo das registradas no último ano do marco alemão, franco francês e companhia. E 2004 promete bater o recorde. Nada mal para o euro, lançado em janeiro 2002, com pompa e circunstância, como impossível de falsificar.

Crimes perfeitos

Segundo o Departamento Federal de Investigações (BKA), as atuais imitações são tão perfeitas que os aparelhos de detecção de lojas e bancos quase nunca conseguem identificá-las. Apenas as máquinas dos bancos centrais estaduais são suficientemente sofisticadas para descobrir a fraude.

As grandes vítimas são os varejistas. Ao comprar um artigo relativamente barato, os malandros trocam rapidamente suas falsificações por dinheiro de verdade, e põem o pé na estrada. O exame das cédulas sob a luz ultravioleta – tão popular nas caixas registradoras – não oferece a menor proteção contra o golpe.

Perigo subestimado

Embora a situação seja obviamente alarmante, mal se fala do problema no Velho Continente. O Banco Central Europeu aconselha cuidado, mas assegura aos cidadãos que não há motivo para preocupação. Em sua homepage, o Deutsche Bundesbank também afirma: "Toda imitação de cédulas modernas é reconhecível sem o emprego de equipamento especial".

O BCE parte do princípio – obsoleto – de que as notas falsas são produzidas com fotocopiadoras em cores e impressoras caseiras. Há muito tempo, o BKA já provou o contrário: a qualidade das falsificações está cada vez melhor, em muitos casos nem mesmo o papel se distingue mais do original. Diversas características de segurança – a marca d’água, a fita de segurança ou o holograma – são reproduzidas com perfeição.

Nem mesmo o efeito furta-cor (no valor impresso no canto inferior direito) das cédulas de 50 a 500 euros representa dificuldade para os falsários profissionais. Trata-se de especialistas em alta tecnologia, concentrados no Leste Europeu, e operando com impressoras offset.

Espalhando-se pelo mundo

A Bulgária e a Romênia constituem verdadeiras mecas do dinheiro falso e a Lituânia está em ascensão. Nesses países há simplesmente milhares de gráficos desempregados. O problema se agrava com a ampliação da União Européia e, como país de trânsito, a Alemanha é o portão de entrada predileto dos criminosos.

Como o euro circula no mundo inteiro e cresce em importância econômica, o campo também se tornou atraente para falsificadores da Ásia, América do Sul e África. Aí acabam as já limitadas chances de sucesso dos investigadores da Europol. E a ameaça aumenta, à proporção em que sobe a cotação da moeda única européia.

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