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Mundo

EUA, Vaticano e ONU condenam EI por destruição de mosteiro

Ruína de 1,4 mil anos próxima a Mossul era construção cristã mais antiga remanescente no Iraque. Segundo Unesco, extremistas do "Estado Islâmico" transformaram o local num campo de entulho.

Os Estados Unidos, o Vaticano e a Unesco condenaram o grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) pela destruição do mosteiro cristão mais antigo do Iraque, construído há 1,4 mil anos.

Segundo a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, as ruínas do mosteiro de São Elias, próximo a Mossul, foram transformados num campo de entulho pelos jihadistas.

Irak St. Elijah Kloster in Mosul Zerstörung

Imagens de satélite mostram destruição

"Apesar de seus crimes impiedosos, os extremista jamais serão capazes de apagar a história", disse nesta quarta-feira (20/01). "Isso também nos mostra o tamanho do pavor que os extremistas têm da história, pois entender o passado abala os pretextos usados por eles para justificar esses crimes e os expõe como expressão de puro ódio e ignorância."

Bokova classificou a demolição do mosteiro, construído entre os anos de 582 e 590, como crime de guerra. Recentemente, ele foi restaurado por soldados americanos, após ter sido atingido por destroços de um tanque abatido pelos Estados Unidos, em 2003.

Washington condenou a destruição do local. "Eles [os extremistas] continuam realizando esses atos depravados, que simbolizam e exemplificam sua ideologia falida", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner.

O Vaticano também lamentou a violência do EI. "Infelizmente há uma destruição sistemática de patrimônios preciosos, não somente culturais, mas também religiosos e espirituais. Isso é muito triste e dramático", afirmou o porta-voz Federico Lombardi.

O "Estado Islâmico" vem destruindo patrimônios históricos, que considera contrários à sua interpretação do islã, nas regiões por onde passa na Síria e no Iraque.

O mosteiro de São Elias entra agora para a lista das centenas de monumentos históricos e religiosos devastados pelos jihadistas. Entre eles estão o Arco do Triunfo e o Templo de Bel da histórica Palmira, na Síria, além das cidades de Nimrud e Nineveh, no Iraque.

CN/ap/ots

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