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Mundo

EUA vão disputar membros da Al Qaeda

Os EUA deram as dicas para a prisão de dois iemenitas, em Frankfurt, por suposta ligação com a rede terrorista Al Qaeda. Agora, Washington vai disputar a extradição dos dois com o Iêmen, na Justiça alemã.

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John Ashcroft (esquerda) agradece Otto Schily (direita) pelas prisões

O principal suspeito de terrorismo preso pela polícia federal alemã, na sexta-feira (10), é o xeque Mohammed Al Hassan Al Mujad, de 54 anos, tido como um dos captadores de recursos financeiros para o terrorista mais procurado do mundo Osama Bin Laden, segundo noticiário da imprensa alemã. Mujad seria também um colaborador íntimo do chefe de operações regionais da Al Qaeda, Abedel Rashim el Nashiri, preso em novembro passado pelos americanos.

Além disso, o xeque é o líder espiritual da principal mesquita da capital iemenita, Sanna, onde cerca de duas mil pessoas se reúnem, regularmente, a cada sexta-feira. O segundo preso, no hotel Sheraton do aeroporto de Frankfurt, Yahya Zayed, de 30 anos, era acompanhante do xeque.

Discussão internacional

Uma contenda internacional está criada, porque os Estados Unidos e o Iêmen querem a extradição dos supostos homens do terrorista mais procurado do mundo, Bin Laden. Os pedidos americano e ieminita para extradição dos dois serão examinados agora pelo Supremo Tribunal de Frankfurt.

Por questão de princípio humano e democrático, a Alemanha e os outros 14 membros da União Européia tendem a não extraditar suspeitos de terrorismo para os Estados Unidos, por causa do perigo de serem condenados lá à pena de morte.

O secretário de Justiça dos EUA, John Ashcroft, agredeceu a prisão dos dois suspeitos iemenitas ao ministro alemão do Interior, Otto Schily, por telefone. Ao mesmo tempo, elogiou a cooperação entre os dois países no combate ao terrorismo internacional. Em casos anteriores, Washington criticou a atuação alemã nas investigações sobre suspeitos de participação nos atentados de 11 de setembro. Um dos pilotos que chocou um avião com o World Trade Center, Mohammed Atta, estudou em Hamburgo.

O xeque e seu acompanhante foram apresentados no sábado (11) a uma juíza, em Frankfurt, que confirmou autorizou a permanência de ambos na prisão. Eles foram mandados para um cárcere de segurança máxima, cujo nome as autoridades não revelaram, por motivo de segurança.

Acusações

Os dois iemenitas teriam assumido, em sua pátria, tarefas logísticas para Osama Bin Laden, apontado pelos Estados Unidos como principal responsável pelos atentados em Nova York e Washington, com cerca de três mil mortos.

Ainda é desconhecido se os dois supostos homens da Al Qaeda tinham em seu poder explosivos ou material para atos terroristas quando foram detidos. As autoridades alemãs estão guardando o maior sigilo sobre a operação. O Ministério do Interior e a Promotoria Pública de Frankfurt apenas confirmaram as prisões, sem acrescentar detalhes. Ninguém quis confirmar se os dois suspeitos seriam membros de alto nível da Al Qaeda e em cuja missão estariam viajando pela Alemanha.

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