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Mundo

EUA tentam libertar prisioneiros americanos no Iêmen

Pelo menos quatro pessoas estariam nas mãos de milícias rebeldes houthis, possivelmente na capital Sanaa. Ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita sobre bases xiitas no Iêmen seguem intensos.

O Departamento americano de Estado confirmou neste domingo (31/05) a existência de cidadãos americanos prisioneiros das milícias rebeldes houthis no Iêmen e disse estar "fazendo de tudo" para conseguir libertá-los.

A declaração foi dada após o jornal Washington Post revelar que pelo menos quatro americanos estão nas mãos dos xiitas, que há meses iniciaram uma ofensiva no território iemenita a fim de derrubar o presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, atualmente exilado na Arábia Saudita. Segundo o jornal, tentativas anteriores de libertar os reféns fracassaram. Acredita-se que eles estejam presos na capital Sanaa.

"Temos visto relatos de que vários cidadãos americanos foram detidos recentemente no Iêmen. Estamos fazendo tudo o que podemos para que esses indivíduos sejam libertados", afirmou o Departamento americano de Estado por meio de um comunicado, ressaltando que informações pessoais dos reféns não seriam abertas por questões de "privacidade".

O Washington Post informou que três dos presos seriam americanos trabalhando no Iêmen no setor privado. O quarto, cuja ocupação é desconhecida, teria dupla cidadania: iemenita e americana.

O porta-voz de Hadi em Ryad, Rajed Badi, declarou neste domingo que representantes dos houthis e autoridades dos Estados Unidos iniciaram negociações em Omã com o objetivo de acabar com a guerra no Iêmen. O país vizinho não tomou parte nos conflitos. Nem as milícias xiitas nem a Casa Branca, porém, confirmaram a informação.

Ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita sobre bases rebeldes em todo o território iemenita continuaram intensos neste domingo. Os bombardeios atingiram uma base aérea próxima ao aeroporto de Sanaa e uma instalação militar alinhada com os houthis. Segundo o canal de televisão dos rebeldes, foram 25 ataques aéreos nas províncias de Saada e Hajja, na fronteira.

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 2 mil pessoas morreram e mais de 8 mil ficaram feridas nos conflitos no Iêmen desde o dia 19 de março.

MSB/ap/rtr/afp

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