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Mundo

EUA retiram Cuba de lista negra sobre tráfico humano

Relatório do Departamento de Estado americano ressalta que Cuba fez esforços significativos, apesar de ainda não ter eliminado o problema. País deixa o pior nível de classificação pela primeira vez em 13 anos.

Os Estados Unidos removeram Cuba da lista de países com o pior desempenho no combate ao tráfico humano. É a primeira vez que a ilha caribenha muda de posição desde que foi incluída no ranking, em 2003.

O relatório anual do Departamento de Estado americano, divulgado nesta segunda-feira (27/07), é usado como referência para imposição de sanções aos países piores classificados.

Cuba foi transferida para uma categoria denominada "observação especial", junto com Bolívia, Costa Rica, Haiti e China. "O governo de Cuba não cumpre integralmente com todos os requisitos mínimos para a eliminação do tráfico de pessoas, mas está fazendo esforços significativos", ressalta o documento.

De acordo com a Casa Branca, Cuba demonstrou empenho no combate ao tráfico sexual nos últimos dois anos. O relatório recomenda que o país aprove uma lei específica sobre o tráfico humano e "investigue e processe com rigor" os envolvidos.

"Nós nos preocupamos com o fato de Cuba não ter reconhecido o trabalho forçado como um problema", afirmou a subsecretária de Estado americana para a Democracia e os Direitos Humanos, Sarah Sewall.

O relatório foi divulgado uma semana depois de EUA e Cuba restabeleceram as relações diplomáticas, suspensas por mais de meio século, e dois meses após a Casa Branca retirar a ilha caribenha da lista de países que patrocinam o terrorismo.

Controvérsia sobre a Malásia

A Malásia foi removida da lista negra dos EUA sobre tráfico humano sob protesto de grupos de direitos humanos e de deputados e senadores americanos. Segundo eles, a decisão foi tomada para facilitar a assinatura da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), um acordo comercial entre os EUA e outros 11 países, entre eles a Malásia.

Em junho, o Congresso americano aprovou uma lei que dá poderes amplos de negociação comercial ao presidente Barack Obama, mas proíbe a participação de países que se encontram na pior colocação do ranking (o nível 3), onde a Malásia se encontrava.

Sudão do Sul, Burundi, Belize, Belarus e Comores foram rebaixados para o nível 3, onde já estão incluídos países como Venezuela, Irã, Zimbábue e Coreia do Norte. A Tailândia ficou entre os piores avaliados pelo segundo ano consecutivo.

KG/rtr/efe

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