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Economia

EUA podem ceder na guerra comercial com a UE

Embaixador norte-americano na Alemanha diz que país reconhecerá decisão da OMC sobre subsídios às exportações.Sobretaxas do aço serão revisadas em 18 meses.

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Logotipo da Organização Mundial do Comércio

Os Estados Unidos querem abrir caminho para um acordo no conflito comercial com a União Européia. "As sobretaxas de importação do aço serão revisadas em 18 meses. Então, será decidido, se serão mantidas, revogadas ou modificadas", disse o embaixador norte-americano na Alemanha, Rockwell Schnabel, em entrevista ao Financial Times Deutschland, nesta quinta-feira (18).

Schnabel também declarou que, na briga pela lei de subsídios às exportações norte-americanas, conhecida pelas iniciais FSC (de Foreign Sales Corporation), os EUA estão dispostos a reconhecer uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) e, consequentemente, a alterar a legislação tributária. O tom de Schnabel em relação a UE é bem mais moderado do que tem sido o do representante de Comércio dos EUA, Robert Zoellick.

Subsídios - No caso da FSC, a União Européia pediu à OMC, em Genebra, sanções econômicas no valor de 4 bilhões de dólares contra os Estados Unidos. Zoellick comparou esse pedido ao "uso de uma arma nuclear" contra o sistema de livre comércio internacional. "Ninguém quer tornar o problema maior do que é na realidade", disse Schnabel.

Os europeus avaliam em US$ 4 bilhões o total do benefício fiscal concedido a grandes corporações multinacionais como Boeing, General Electric, Microsoft e Motorola, Caterpillar e Kodak. Os especialistas acreditam que o montante de sanções que a UE será autorizada a impor será menor do que o valor estimado dos subsídios. Uma decisão da OMC sobre o assunto está sendo esperada ainda para este mês de abril.

Nesta sexta-feira (19), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) realiza a quarta rodada de negociações sobre a redução da produção mundial de aço. Essas negociações foram iniciadas pela UE muito antes de os EUA sobretaxarem as importações de aço, mas ainda não há acordo em vista.

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